23/10/17

MADE IN SEIXAL

OUTRAS OPÇÕES: Oblak, Bruno Varela, José Sá, Aurélio Buta, Kalaica, Roderick, Mario Rui, Iuru Ribeiro, João Teixeira, Pedro Rodrigues, Ronny Lopes, Ivan Cavaleiro, Helder Costa, João Carvalho, Nelson Oliveira, etc, etc.

NORMALIDADE

Não foi um triunfo brilhante. Mas foi justo.
Rui Vitória surpreendeu ao deixar Pizzi no banco. Manteve, no entanto, Svilar, Ruben Dias e Diogo Gonçalves. Seferovic regressou depois de alguns jogos no banco.
O Benfica entrou bem (como, de resto, tem sido hábito), marcou de penálti, dominou toda a primeira parte, e logo à entrada da segunda aumentou a contagem. Tudo parecia decidido.
O golo do Aves criou alguma expectativa, mas de imediato, em nova grande penalidade, Jonas fixou o resultado, e descansou os adeptos.
Diogo Gonçalves esteve em evidência na primeira parte (e Krovinovic entrou muito bem), mas foi Jonas - como quase sempre - quem mais brilhou ao longo dos noventa minutos. O brasileiro marcou em todas as jornadas, excepto em Chaves, e lidera destacado a lista de marcadores do campeonato.
A arbitragem errou ao não assinalar a falta de Jonas que antecede o segundo penálti (lance a meio-campo, que ninguém imaginaria resultar em golo). De resto, nada a apontar.

19/10/17

COM PENA(S)

Num jogo onde o mais natural seria uma vitória do Manchester United, lastima-se sobretudo a forma cruel como ela se concretizou. Quando o problema da baliza do Benfica parecia, enfim, resolvido, o jovem adolescente Svilar (até aí irrepreensível, ou mesmo empolgante) cometeu um erro colossal, oferecendo três pontos à equipa de Mourinho - que pouco fizera por os merecer, e até parecia de algum modo satisfeita com o empate.
O Benfica perdeu o jogo, e, com ele, terá perdido também as poucas hipóteses que ainda lhe restavam de seguir em frente na Champions League (só a Liga Europa ainda é possível). Mas deve sublinhar-se que esta derrota não teve muito a ver com outros maus resultados recentemente registados pela equipa, quando o cinzentismo, a descrença e a mediocridade arrastaram jogadores, técnico e adeptos para a beira de um precipício. Frente ao United, os encarnados realizaram um bom jogo, mostraram finalmente um plano B, e deixaram alguma esperança para  futuro no que às competições internas diz respeito, e em particular para a luta pelo Penta.
Muito boas indicações dos jovens Ruben Dias e Diogo Gonçalves. "Recuperação" para a equipa e para os adeptos de Filipe Augusto (que grande exibição!). Capacidade do meio-campo a três agarrar o jogo, e bloquear o adversário durante largos períodos. Alguns detalhes de Douglas (particularmente no plano ofensivo). Regresso de Grimaldo às boas exibições. Um Salvio mais alegre do que se tem visto. E...Svilar, que esteve quase perfeito à excepção do fatídico lance do golo (erro que certamente não cometerá mais na sua carreira). Muitas notas de realce na noite da Luz, na qual Lindelof e Matic tiveram oportunidade de demonstrar porque valeram tanto dinheiro aos cofres encarnados.
Se o onze ideal do Benfica parece finalmente encontrado (Filipe Augusto dará o lugar a Jonas nos jogos de ataque continuado), resta ainda muito por melhorar. Pizzi, por exemplo, continua uma sombra do jogador da época passada. E Raul Jimenez tarda em confirmar ser capaz de substituir Mitroglou nas funções mais adiantadas do campo - sendo ainda, porém, a opção menos má para o lugar. 
Uma derrota que, paradoxalmente, pode significar um ponto de viragem na época benfiquista.

11/10/17

ELES VÃO LÁ ESTAR

Dois dos melhores jogadores do mundo de todos os tempos (a distância histórica ditará um dia se não são mesmo os melhores) garantiram ontem a presença no próximo Mundial.
Tanto um como outro terão na Rússia, muito provavelmente, a última oportunidade para erguerem o único troféu que ainda lhes falta. Um deles poderá entrar no olimpo de Maradona e Pelé, onde, diga-se, qualquer deles merece estar.
Seja como for, é um privilégio para nós podermos desfrutar desta dupla extraordinária de futebolistas, que juntos ganharam as últimas nove (!!!) Bolas de Ouro, e deixaram já uma marca indelével na história do futebol mundial.

UNIÃO

Alvo de um ataque sem precedentes, levado a cabo por dois clubes coligados com o único propósito de nos derrubar, e congeminado numa pouco secreta reunião em hotel lisboeta, o Benfica partiu para esta temporada a necessitar, mais do que nunca, do apoio incondicional de todos os seus sócios e adeptos.
Na desenfreada campanha para nos abater tem valido tudo. Os canais de televisão dos clubes rivais estão transformados num persistente tiro ao alvo contra nós. A mentira perdeu a vergonha. Até o disfarce - com identidades falsas a invadirem fóruns de opinião para lançar a especulação e a crítica mais contundente e destrutiva - faz parte da ementa.
Sabemos que unidos somos imbatíveis, não havendo, no país, força que nos vença. Mas ao deixarmo-nos desagregar e fragilizar, estaremos a seguir precisamente o caminho para o qual os adversários nos empurram. É o caminho da instabilidade, e consequentemente das derrotas, num ciclo vicioso onde é mais difícil sair do que entrar.
Os últimos resultados não têm ajudado, é verdade. Mas roça o absurdo vermos um clube Tetra-Campeão, ainda a viver um dos melhores anos desportivos, institucionais e financeiros da sua história centenária, ser objecto de tanta crítica e de tanta mistificação em seu redor.
Não nos deixemos iludir. Não façamos aquilo que eles querem. Unidos não nos derrubam. E unidos teremos de estar para ajudar a nossa equipa a dar a volta a esta sequência menos feliz.
Falta muito para o dia 13 de Maio. Só aí poderemos fazer contas e tirar conclusões. Agora é hora de união total e absoluta da família benfiquista rumo ao Penta.

Vamos a isso!

09/10/17

ISTO É DESPORTO

O exemplo dado pelo médico do Sporting vale mais do que quinhentos comunicados de directores de comunicação. A rivalidade é na disputa dos jogos. Não fora.

Aproveito também para desejar que os piores prognósticos não se confirmem, e que Ary Neto recupere rapidamente.

04/10/17

É DE NÓS TODOS!

O Benfica é nosso!”. Ouviu-se na última AG, como lema de uma minoria contestatária que parecia pretender impor pela força os seus pontos de vista.
O Benfica é de facto nosso. É meu, é do caro leitor e consócio, e é de mais duzentos mil espalhados de norte a sul do país e pelos quatro cantos do mundo. Não é exclusivamente, nem preferencialmente, de qualquer facção, grupo de adeptos, claque, bancada, blogue, faixa etária ou localidade. É de todos.
Tratando-se de um clube onde a democracia antecedeu, em muito, a do próprio país, é à maioria que cabe escolher o caminho. Independentemente do legítimo direito à crítica, o poder dos sócios materializa-se essencialmente pelo voto. E o rumo seguido desde 2001 tem sido sucessivamente sufragado por amplas maiorias de associados.
Quem não está de acordo tem total liberdade para promover e apresentar alternativas. Já aconteceu, e certamente voltará a acontecer no futuro - o que, diga-se, é salutar para a vida do clube.
Também a exigência é saudável. Todos exigimos vitórias e títulos. É disso que se alimenta a nossa paixão. Porém, essa exigência tem de ser exercida dentro dos parâmetros institucionais, e do respeito por quem nos representa. Nesta última AG alguns jovens, numa idade em que as certezas são maiores do que a sabedoria, não tiveram esse cuidado.
Não é com petardos, cadeiras pelo ar ou agressões, que se resolve seja o que for. Os nossos dirigentes foram eleitos há menos de um ano, com mais de 90% dos votos, em acto bastante participado. Desrespeitá-los é desrespeitar a esmagadora maioria dos sócios. É desrespeitar o próprio clube.

PERGUNTAS INOCENTES

Se a maioria dos clubes das divisões não profissionais não tem estádios de acordo com as exigências da FPF, porque insiste a FPF em condicionar o sorteio, obrigando-os a jogar em casa?
Já agora, porque insiste na estupidez de uma meia-final a duas mãos? 

02/10/17

TUDO IGUAL

Igual a classificação (que oportunidade perdida...) e igual o futebol praticado, repetitivo, sem capacidade de reacção e sem plano B.
Empatar na Madeira não é uma tragédia. Mas a margem de erro é cada vez menor, e a equipa não dá mostras de conseguir dar a volta a esta situação de impasse.
Nem um penálti por assinalar desculpa mais uma exibição triste e cinzenta - como este equipamento que já nem posso ver.

30/09/17

VERGONHOSO

O Benfica é de todos nós. Mas não é de cada um de nós, nem de nenhum grupo organizado, casa ou sector do estádio .
Uma minoria de imberbes ignorantes pensa que é dona do Benfica,  e acha que é com agressões e petardos que a equipa vai começar a marcar golos, ou alterar aquilo que têm sido as opções da esmagadora maioria dos sócios,  no país e no mundo.
Seria ridículo nos rivais. No Benfica é profundamente lamentável.

28/09/17

ATÉ MORRER!

Sempre convosco. Nas horas boas e, sobretudo, nas horas más.
A dor também faz parte da paixão clubista. Não morreu ninguém, e no domingo há outro jogo.
Houve muitas coisas más, muitos erros, muitos equívocos - desde logo técnico-tácticos. Mas não há nada a apontar ao profissionalismo dos jogadores.
Há problemas na constituição do plantel (faltou contratar um central, e a saída de Mitroglou não foi colmatada por um outro ponta-de-lança de raiz, que, diga-se, são espécie rara, por isso devem ser bem agarrados), houve neste caso também problemas na constituição do onze (Ruben Dias, Salvio, Seferovic), mas o principal problema deste Benfica tem a ver com a dinâmica colectiva da equipa - que fica frequentemente bloqueada, sem conseguir reagir. Já na ponta final da temporada passada houvera sinais de esgotamento táctico. Agora são evidentes, sem que, do banco, se veja qualquer solução.
Há jogadores que correm, correm, mas não rendem, nem se valorizam (Jimenez e Rafa os casos mais flagrantes). Outros que são bloqueados em campo, ficando sem guião alternativo (Pizzi, por exemplo). A linha defensiva não sabe como se posicionar nem como se coordenar. Enfim, há muito a rever nesta equipa e nos seus mecanismos colectivos, mas há que fazê-lo com sensatez, sem estados de alma, e com muito benfiquismo.
Continuo a acreditar no Penta. O plantel ainda assim é forte (o melhor em Portugal), e a estrutura de apoio também.

26/09/17

O MEU ONZE

BANCO: Varela, Jardel, Eliseu, Samaris, Rafa, Salvio e Seferovic

25/09/17

ELE E MAIS DEZ

Será que fui apenas eu a ver uma magistral exibição do jovem sérvio no jogo de sábado?
Cervi esteve muito bem, marcou um golão, mas...Ziv encheu o campo, mostrando que muito dificilmente sairá da equipa.
Este parece ser o seu ano.

22/09/17

HAJA MEMÓRIA

Ainda me lembro disto
 ...e disto
 ...e disto
 ...e disto
 ...e disto
 ...e disto
 ...e disto

PARA QUE SERVE?

O presidente da FPF lançou um aviso óbvio. Já o presidente da Liga o tinha feito. Qualquer pessoa de bom senso o faria. Mas...de que servem esses reparos, enquanto os dois cavalheiros abaixo insistirem em atacar furiosamente o Benfica, todas as semanas, todos os dias, em todos os momentos (conforme ficou combinado no Altis), criando assim esta onda de crispação que se faz sentir, de efeitos ainda imprevisíveis?
Ontem, num zapping televisivo, passei pela BTV, onde se falava do Benfica, pela Sporting TV, onde se falava do...Benfica, e pelo Porto Canal onde, adivinhem, também se falava do Benfica. Não é preciso dizer mais para se perceber quem, e como, lança gasolina para o fogo em que vai ardendo o futebol português.
Não desejo que tal aconteça, mas não deixaria de ser irónico que este campeonato viesse a ser discutido entre FC Porto e Sporting. Como seria a comunicação de ambos na 2ª volta? Continuariam a falar exclusivamente do maior clube português?

21/09/17

PORQUÊ?

Filipe Augusto é um profissional sério, que deixa tudo em campo.
É dos que corre mais, e luta mais intensamente por cada posse de bola.
É certamente dos que ganha menos dinheiro.
Não é um Maradona, mas sim um jogador combativo, que pode ser útil em muitas situações (aliás, já o foi).
Cabe a titular? Se toda a gente estiver disponível, não!
Cabe no plantel? Evidentemente que sim!
E sobretudo não merece que alguns auto-intitulados "benfiquistas" o persigam cruelmente, fazendo bullying com ele - como de resto gostam de fazer, todos os anos, com aqueles que supostamente deveriam apoiar. Foi assim com Thomas, com Beto, com Carrillo, com Ola John, mas também com Cardozo, Paneira, Nené, Eliseu e até Cavem.  Algo absolutamente estúpido, que não consigo entender. Algo que condiciona o rendimento dos atletas, e, em alguns casos, pode até perturbar-lhes a carreira. Algo que, obviamente, prejudica a equipa. Mais valia ficarem em casa...
Força Filipe! Perdoa-lhes pois não sabem o que dizem.

PROBLEMA EMOCIONAL, PROBLEMA TÁCTICO

O resultado não foi bom, mas o jogo não foi mau.
Uma equipa remendada conseguiu bons momentos. Sobretudo mostrou vontade de ultrapassar esta fase negativa.
Aliás, as primeiras partes até têm sido genericamente razoáveis (Portimonense, CSKA, Bessa e ontem). Depois há uma espécie de bloqueio emocional, e uma incapacidade táctica de dar a volta a situações adversas - ou seja, a golos sofridos. Parece não haver plano B.
O problema pode ser de tudo menos da entrega dos jogadores, pelo que há enorme injustiça, e até ingratidão, em algumas das críticas.
No sábado uma vitória reporá a equipa dentro dos padrões emocionais normais, e depois sim, se verá quanto vale este Benfica.
Notas positivas para Júlio César, Ruben Dias, Eliseu, Krovinovic e Jimenez. Negativa para Jardel e Rafa.

20/09/17

ESTUPIDEZ PROFUNDA

"Apertar" os jogadores!!!????!!! Mas porquê?
Houve algum caso de mau profissionalismo? Houve alguém que não se esforçasse por ganhar?
Caramba! Se há alguém que não tem culpa nenhuma destes maus resultados são os jogadores.
Não é com atitudes idiotas como esta - levada a cabo por uma minoria - que se apoia o Benfica. Pelo contrário, isto só faz sorrir os rivais.

18/09/17

PARA REFLEXÃO

"O que se viu nestes jogos já se detectava antes, colectivamente, em particular perante adversários de maior qualidade, fossem Nápoles ou Dortmund, Porto ou Sporting: a escassa variedade de soluções ofensivas (que não passem pela ligação Pizzi-Jonas ou por acelerações individuais), a dificuldade em controlar uma partida com bola (por isso vendo fugir resultados positivos como contra o CSKA e até o Boavista), de ter um plano alternativo quando em desvantagem (que não o de acrescentar avançados uns após outros, numa estratégia de homens sobrepostos junto à área rival à espera de um cruzamento feliz), somados a um número crescente de erros defensivos que não eram comuns na Luz em muitos anos. 
Luís Filipe Vieira e Rui Vitória uniram os destinos. Vieira quis o treinador de baixo perfil, elegante no trato e capaz de manter a ambição em banho-maria, sujeito a vendas de jogadores mas capaz de esperar sem azedume pelo momento em que chegará a melhor alternativa, com sorte originária do Seixal. Vitória entrou num clube campeão não como motor mas enquanto parte da engrenagem, encarnou a antítese de Jorge Jesus na forma cordata como se expressa e nas oportunidades aos jovens, tornando-se um bicampeão respeitado mesmo se nunca entusiasmante. As circunstâncias de um casamento feliz estão agora em causa, porque mudou a equação essencial do sucesso encarnado, que aliava grande qualidade individual dos jogadores, agora menor, à fragilidade dos rivais, agora melhores. Não pressentir a necessidade de mudança foi um erro, sobretudo de Rui Vitória. Vieira até já tinha anunciado o desinvestimento no ano de atacar o penta, ao dizer que “pode hipotecar títulos mas não o futuro do clube”. Claro que se pode perguntar de quem é a responsabilidade, se o futuro do clube corre riscos, senão do homem que o lidera há 14 anos, só que Vieira tem muito crédito entre a maioria dos benfiquistas, que estarão capazes de lhe perdoar uma época falhada. Já Rui Vitória não terá a mesma sorte, se não perceber depressa que – ao contrário do que alguns que o foram iludindo juravam – ou muda ou perde, mesmo se apenas seis jornadas cumpridas se tornou muito mais difícil a missão do penta. É que não haverá mais reforços até Janeiro e Sporting e Porto estão a aproveitar como nunca a arrogância do vencedor recente."
Texto de Carlos Daniel

APOIAR!

Duas derrotas consecutivas lançaram de imediato uma nuvem de críticas e especulações em torno da nossa equipa principal, algumas partindo dos adversários (por vezes bem disfarçados, como em Gaia), outras de benfiquistas - felizmente habituados a ganhar sempre ou quase sempre. 
Sendo o futebol uma roleta de emoções, na hora da derrota facilmente se passa da euforia à depressão, daí à condenação e por vezes ao insulto. Respondendo aos instintos mais básicos, sente-se necessidade de culpar alguém e dispara-se para os alvos mais fáceis (quando não a arbitragem, o treinador, os jogadores ou a direcção). Atropela-se o bom senso, solta-se a crueldade e a ingratidão. A comunicação social, ávida de sangue, dá uma ajuda.
Outro caminho é o da sensatez. O de deixar a análise do que correu mal para quem está do lado de dentro, e portanto em melhores condições para o fazer; sabendo-se que, de fora, todo o ruído será tão inútil quanto prejudicial, constituindo mais uma barreira ao processo de retoma.
Estes jogadores, esta equipa técnica e estes dirigentes deram-nos, há apenas quatro meses, o primeiro Tetra-Campeonato em mais de um século de história. Juntaram-lhe a Taça de Portugal, e já nesta temporada também a Supertaça – único troféu oficial até agora atribuído. Parece-me totalmente desconexo apontar dedos a quem tantas alegrias nos proporcionou, só por dois ou três jogos menos conseguidos.
É também de dor que se alimenta a paixão clubista. Sendo fácil apoiar quem vence e participar nas festividades, é quando perde que a equipa mais necessita da nossa ajuda. Não lhe voltemos as costas. 

14/09/17

TAMBÉM FIQUEI CONTENTE


VAR SIM, VAR NÃO

Há algumas semanas atrás, nestas mesmas linhas, afirmei que introdução do Vídeo-árbitro na nova temporada poderia vir a constituir um precioso escudo face ao clima de coacção, e até de terror, que tem sido erigido por alguns artistas da comunicação sobre a arbitragem; ainda que, no abstracto, não fosse entusiasta de uma alteração passível de retirar alguma fluidez ao espectáculo futebolístico.
Não foi preciso esperar muito para que uma intervenção do VAR, num jogo do Benfica, repusesse a verdade face a um lance que teria sido mal ajuizado, e que lhe teria provavelmente subtraído dois pontos.
Também não me surpreendeu que aqueles que mais clamavam pelo Video-árbitro como solução para todos os males do futebol português, logo viessem a terreiro protestar contra a decisão tomada a partir das imagens televisivas, só porque ela permitiu uma vitória do Benfica. Ou seja, para eles VAR sim, desde que utilizado em prejuízo do odiado rival.

Ouviram-se por estes dias argumentos tão espantosos quanto ridículos. Para esta gente, as evidências são um detalhe no meio da “verdade” que nos querem impor. Tudo serve para atacar os encarnados, e para colocar mais pressão sobre os árbitros, de modo a que estes os prejudiquem. Sim, sob a capa de justiceiros, é isso que pretendem: que o Benfica volte a ser prejudicado, como foi durante décadas.
Se o VAR mantiver uma participação cirúrgica e imparcial – como genericamente tem acontecido até aqui – em breve ouviremos mais críticas. Talvez até queiram acabar com ele, se, também com ele, o Benfica vier a ser campeão. 

13/09/17

O ROSTO DA DERROTA DO BENFICA

Do pior que já se viu na Luz. Voltem, árbitros portugueses, que estão perdoados!

07/09/17

A NOITE MAIS BELA DE TODAS AS NOITES

Era quarta-feira, 3 de Setembro de 1980. Passaram 37 anos. O Benfica disputava uma eliminatória da já extinta Taça das Taças frente aos turcos do Altay Izmir, dos quais pouco ou nada se voltaria a ouvir falar. Da 1ª mão vinha uma igualdade a zero.

Depois de muito insistir, lá consegui convencer o meu pai a levar-me ao jogo.
Tratava-se do realizar de um sonho: ver com os meus próprios olhos aquelas camisolas berrantes, numa noite europeia, em pleno Estádio da Luz, perante o clamor das bancadas repletas. As histórias que ele me contava de tempos idos  – algumas vividas ainda no Campo Grande -, e que eu ouvia atentamente desde tenra idade, aguçaram-me o apetite para um dia poder, também eu, presenciar ao vivo as glórias do clube que já então entrara de forma avassaladora no meu coração e na minha vida.

Chegados ao estádio, o meu pai comprou-me uma pequena bandeira vermelha e branca, que ainda guardo religiosamente. E lá entrei para a bancada lateral do lado oposto ao Terceiro Anel, o que significa que o tinha, imponente, mesmo diante de mim.
Não consigo descrever o impacto que me causou o estádio iluminado, o bailado das estrelas em campo, todas as cores e todos os sons que mal conseguia devorar. Nem acreditava que estava ali, justamente no local que enchia a minha imaginação, e que até então apenas vira em fotos de jornal.

Chalana, Humberto, Nené e César marcaram os golos. Ficou 4-0. Uma estreia perfeita, o guião de um filme com final feliz.
Nos dias seguintes ainda me beliscava para sentir que era verdade. Dessa vez, eu tinha mesmo lá estado.
Uma noite que nunca esquecerei.

04/09/17

COMUNICAÇÃO E CONFLITO

O conflito exerce uma certa sedução sobre a natureza humana. E nos povos latinos assume frequentemente medida desproporcionada face àquilo que o origina. Gostamos de falar, de debater, de criticar, e temos uma comunicação social que se aproveita disso para vender papel ou audiências – estimulando a discórdia até níveis por vezes intoleráveis, renunciando assim à análise objectiva e esclarecedora.
O futebol é palco privilegiado para tal, com a paixão exacerbada de milhões de pessoas pelos seus clubes, e a correspondente repulsa face aos emblemas rivais. Todos nós, adeptos, gostamos de uma boa discussão de bola, recorrendo mesmo à provocaçãozinha na hora da vitória, a devolver quando as coisas correrem mal. Mas há quem ultrapasse as fronteiras do razoável e, abusivamente, transforme tudo em ódio, ou até em violência.
Neste caldo cultural seria absolutamente dispensável que os clubes, eles próprios, fomentassem a conflitualidade, estimulando o que há de mais negativo nos seus seguidores, em nome de interesses sectários, ou apenas para protagonismo de alguns agentes.
Ora é precisamente isso que têm feito Sporting e FC Porto, nomeadamente através dos respectivos directores de comunicação – figura que não constava do futebol da minha infância, e que hoje, particularmente nesses dois casos, tem uma preponderância muito para além daquilo que seria natural.
O Benfica tem adoptado uma postura de reserva e prudência. Isso orgulha-me. Mas enquanto as autoridades competentes não tiverem mão firme sobre quem sob os mais diversos pretextos promove a guerra, o futebol português não terá paz.

31/08/17

OBRIGADO MITRO!!!

  52 GOLOS EM DUAS ÉPOCAS






30/08/17

POR MIM FECHAVA JÁ ISTO ASSIM:

Seria este o meu plantel para atacar o Penta.
A haver uma boa hipótese de mercado, abriria porventura excepção para adquirir um central acima de suspeita, com condições para assumir a titularidade imediata (Garay?).
Quanto aos mais jovens (Svilar, Buta, Pedro Pereira, Milos, Ruben Dias, João Carvalho, Chrien, Horta, Willock, Heri e Diogo Gonçalves) penso que seria útil um empréstimo, preferencialmente a clubes portugueses, para rodarem aqui por perto.
Trocar o nosso Mitro (ou o nosso Raul) por um "Gabigol" qualquer? Não me parece boa ideia. 

28/08/17

INACEITÁVEL!

O quadro abaixo mostra o número de ausências em jogos de campeonato (desde 2015-16) de jogadores do Benfica devido a lesões.
Entretanto o médico mudou. Mas o problema mantêm-se. E não me parece que haja plantel que resista a isto. Uma vez dá, à segunda é mais difícil, à terceira parece-me impossível.
Há lesões traumáticas, lesões musculares, lesões bacterianas, lesões nas pernas, nos braços, na barriga, nas costas, nos pés, provavelmente nas unhas, jogadores que saem de campo em passo de corrida e ficam fora seis meses. Jogadores que são operados regressam e voltam a parar por mais tempo ainda, etc, etc. Uma coisa nunca vista, a roçar o ridículo. Na época passada, só Carrillo não esteve lesionado. Até parece sabotagem...
Ora com as paragens, e a falta de ritmo subsequente, a equipa vai ficando dizimada. O plantel, riquíssimo, acaba por não brilhar como devia.
Confesso que a dada altura pensei que o assunto poderia estar relacionado com as seguradoras, e poupança nos vencimentos. Com a lesão de Jonas, o melhor jogador da equipa (que quase via a carreira em risco), essa tese caiu por terra. 
No último sábado, a uma defesa que já se vira privada de Ederson, Nelson Semedo e Lindelof por bons motivos, foram ainda subtraídos Júlio César, Grimaldo, e depois Jardel por lesão. Assim é impossível...
É altura de dizer basta, e apurar responsabilidades, seja elas de quem forem (médicos?, preparadores físicos?, recuperadores físicos?). Mais um ano assim, e dificilmente o Benfica alcançará o ambicionado "Penta".

25/08/17

UM GRUPO ASSIM ASSIM

Um grupo assim-assim, em que o CSKA era visita dispensável.
Tudo em aberto, até para o Basileia (8 vezes seguidas campeão da Suíça), com o Manchester United (de Mourinho, de Pogba, de Matic, de Lindelof, de Ibrahimovic etc) como principal favorito.
FC Porto teve sorte. O Sporting muito dificilmente passa.

24/08/17

A RODA DA FORTUNA

SORTE:  Benfica, (Sevilha ou Dortmund), (Anderlecht ou Basileia) e (Maribor, APOEL ou Qarabag)
AZAR: Benfica, (Barcelona ou PSG), (Tottenham, Nápoles, Roma ou Liverpool) e (CSKA ou Leipzig)

23/08/17

MÁQUINAS DE LAVAR

O New York Times publicou um excelente artigo, onde dá conta da descarada lavagem de dinheiro angolano em Portugal. Fala de muitas coisas: Isabel dos Santos, NOS, BIC, BES, Cascais, Manuel Vicente, e, também, de Álvaro Sobrinho e do...Sporting.
O Expresso pegou na notícia e, tratando-se de lavagens, decidiu lavá-la também. Falou de tudo menos de..Alvaro Sobrinho e do Sporting.
Leia o artigo original, no qual até figura uma bela foto do Estádio de Alvalade, e leia o do semanário português. Veja como, além de dinheiro sujo da corrupta elite angolana, em Portugal também se lavam notícias inconvenientes para os amigos.

27/07/17

FAZ O TEU PLANTEL

QUEM VENDER?
QUEM DISPENSAR?
QUEM CONTRATAR?

À BENFICA!

O fim-de-semana passado trouxe-nos bastantes alegrias e mostrou, a quem queira ver, qual é a maior potência desportiva nacional.
No open de Minsk, em Judo, o Benfica esteve muitíssimo bem representado: ouro para Telma Monteiro em -57kg e bronze para João Martinho em -81kg. Tratou-se do regresso aos combates da melhor judoca portuguesa de todos os tempos – que não competia desde os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de onde, como todos se recordam, veio com uma medalha de bronze ao pescoço. Foi pois um regresso em grande estilo, arrasando todas as suas adversárias.
O Triatlo fez história, e sagrou-se Campeão Europeu de equipas mistas, mesmo não podendo contar com João Silva (lesionado). Trata-se do primeiro título internacional colectivo conquistado por um clube luso na modalidade, o que já de si é digno de nota. Com este triunfo, o Benfica igualou também o Barcelona em número de conquistas europeias máximas em diferentes desportos (recordemos os títulos europeus de Futebol, Futsal, Hóquei masculino, feminino e Atletismo-Estrada). Nenhum outro emblema português se aproxima, sequer, destes registos.
Cá no burgo, revalidámos o título nacional de Atletismo em Leiria (o sétimo consecutivo!), derrotando aqueles que, no início da temporada, nos haviam tirado vários atletas, aliciando-os com ordenados milionários. Pelos vistos, os que ficaram são melhores do que aqueles que saíram. Não precisámos deles para voltar a ser campeões. Ou seja, talvez estivessem cá a mais.

Enquanto isto, o Futebol segue os seus trabalhos de pré-época, para que na Supertaça a máquina esteja devidamente oleada.

19/07/17

ACHO QUE ISTO CHEGAVA

17/07/17

FERRAMENTAS DE TRABALHO

Recordemos alguns dos resultados das últimas quatro pré-temporadas.
Em 2013 o Benfica perdeu a Eusébio Cup em casa perante os brasileiros do São Paulo por 0-2, e depois foi perder a Nápoles por 1-3.
No ano seguinte perdeu a Taça de Honra com o Sporting (0-1), voltou a perder a Eusébio Cup, desta vez com o Ajax (0-1), perdeu com o Marselha (1-2) e com o Atlético de Bilbau (0-2), e na Emirates Cup foi goleado por Valencia (1-3) e Arsenal (1-5).
Em 2015 o Benfica saldou os jogos de pré-época com 2 empates e 3 derrotas. A última das quais novamente na Eusébio Cup, por 0-3 em Monterrey.
Há um ano atrás, mais uma derrota na Eusébio Cup (Torino, nos penáltis), seguida de desaires em Sheffield (contra adversário da segunda divisão inglesa) e frente ao Lyon.
Sabemos como terminaram todas estas temporadas: no Marquês de Pombal.
Serve isto para dizer que os resultados de Julho, antes das competições a sério terem início, com planteis ainda em formação, com jogadores internacionais ausentes, com 8 ou 9 substituições por jogo, nada significam relativamente ao que depois se passa em Maio. Estas partidas são meras ferramentas de trabalho, e até são mais úteis quando expõem aspectos a ser melhorados nos jogos a doer.
A pesada derrota com os suíços do Young Boys (equipa em fase muito mais adiantada da preparação, com o seu campeonato a começar mais cedo, e na disputa das pré-eliminatórias da Champions League) insere-se nesse processo, e não belisca minimamente a confiança que todos temos em mais um ano de grande sucesso.

O trabalho continua. Os resultados? Só interessam a partir do dia 5 de Agosto.

14/07/17

BONS NEGÓCIOS

O futebol é assim. E felicidade a de um clube que tem jogadores tão valiosos, a despertar cobiça nos mercados. Ederson, Lindelof e Nélson Semedo foram, todos eles, bem vendidos. Mais de 100 milhões por três jovens que há um ano e meio não passavam de esperanças, são negócios notáveis. Todos eles têm alternativas de retaguarda no plantel - que, mesmo com os cofres cheios, ficará bastante forte.
Estas vendas estariam previstas, pois, mais milhão menos milhão, eram inevitáveis.
Agora é fechar a porta, e trabalhar rumo ao Penta.

COMEÇAR A GANHAR

Vale o que vale, mas uma vitória é sempre melhor do que qualquer outro resultado. Acresce que, no caso deste primeiro jogo do Tetra-Campeão nacional frente ao Neuchatel, as indicações de alguns jogadores foram bastante boas. Seferovic marcou e mostrou detalhes interessantes. Jonas foi o príncipe a que estamos habituados. Diogo Gonçalves pode afirmar-se. Chrien é uma boa alternativa a Pizzi. Ruben Dias parece ganhar a Kalaica na corrida ao lugar de 4º central do plantel. E até Hermes esteve melhor do que nas poucas vezes em que o vi actuar na temporada passada. 
Não percebo a pressa na contratação de um guarda-redes. Com Júlio César como titular indiscutível, Bruno Varela no banco, e Paulo Lopes nas comemorações de final de época, os benfiquistas podem dormir descansados. Aliás, por mim o plantel estava fechado, admitindo até a venda de um dos extremos.
O trabalho continua.

06/07/17

SUGESTÃO

O mês de Julho passa-se sobretudo aqui ao lado.

04/07/17

A TAÇA DAS CONFEDERAÇÕES

Pode parecer estranho que num blog de futebol não se tenha visto ainda uma palavra sobre a Taça das Confederações.
Além da falta de tempo, há mais dois motivos: a própria competição, e a selecção portuguesa.
A competição está em vias de ser erradicada do mapa da FIFA, e isso diz tudo. Embora a ideia fosse engraçada, a verdade é que a competitividade é pouca, e tal nota-se em campo. Jogos assim-assim, equipas assim-assim, etc. Mais valia estarem todos de férias.
Quanto a esta selecção portuguesa, já tive oportunidade de confessar, em mais do que uma ocasião, que não me entusiasma. Paradoxalmente, foi esta a selecção a sagrar-se campeã da Europa, objectivo que tantas outras (bem mais empolgantes) falharam no passado. O futebol praticado é enfadonho, as caras são demasiado usadas, o seleccionador é demasiado caprichoso. E a sorte não poderia durar sempre.
Apesar de tudo, o 3º lugar acaba por ser honroso, para uma equipa onde Moutinho, Nani e Quaresma, entre outros, já estão manifestamente a mais.

28/06/17

DELICIOSO!!!


27/06/17

O ESQUEMA

Tudo começou na reunião (que deveria ser) secreta entre Manuel Tavares, Francisco Marques e Nuno Saraiva, no Hotel Ritz em Lisboa:

O esquema foi idealizado por Tavares, e é interpretado por Marques, com ajuda e contactos de Saraiva a sul.
José Manuel Ribeiro (Jogo), Pedro Candeias (Expresso) e Armando Esteves Pereira (Correio da Manhã), são peões no terreno, para além dos comentadores televisivos afectos a FC Porto e Sporting:

Os Super Dragões e a Juve Leo inundam as redes sociais com barulho e lixo:

É esta a campanha montada para descredibilizar o futebol português, e lançar uma cortina de fumo sobre os verdadeiros e graves problemas de FC Porto e Sporting.

26/06/17

A LISTA NEGRA DO HÓQUEI

22/06/17

O NADA, O FOLCLORE E OS INFILTRADOS

Quem tenha visto o último programa do sr. Marques terá ficado definitivamente esclarecido.
É preciso dizer, antes de mais, que o indivíduo parece um homem doente, com o olhar cheio de rancor e ódio, que não disfarça um provinciano complexo de inferioridade. É preciso lembrar também que se trata de alguém com um histórico muito complicado de falhanços a nível pessoal e profissional, que não vêm ao caso, mas que talvez expliquem um pouco as características da personagem. Foi bem escolhido para o papel que desempenha: para andar no esgoto, o melhor é mesmo um rato.
Segundo ele, houve alguém (um Carlos Deus Pereira desta vida) que terá remetido um mail a Pedro Guerra, ilustrado com uma ou várias comunicações de Fernando Gomes (presidente da FPF), para documentar o seu portismo – coisa que, aliás, toda a gente sabe. Daí, infere o sr. Marques, aqui d’el Rei que o Benfica “espia” as mensagens de Fernando Gomes (homem que os encarnados sempre apoiaram, e que hoje todos reconhecem fazer um excelente trabalho à frente da FPF, independentemente das suas paixões clubistas).
O sr. Marques faz a festa, e os seus interlocutores de mesa deitam de imediato os foguetes: “é o maior escândalo do futebol português”, “é a ponta de um iceberg”, “o Benfica tem de descer de divisão”, etc. Passados dois minutos, já “O Jogo”, na sua edição online, apanhava as canas titulando “Benfica monitoriza sms de Fernando Gomes!”. O “JN” nem li, pois não era preciso.
Além dos jornais que estão por conta de quem idealizou esta campanha obscura (desde logo os da Controliveste), há outros onde existem pontas-de-lança encarregados de, a todo o custo, a manter nas primeiras páginas (uns na Cofina, e outros na Impresa, como se viu no último sábado com a inqualificável manipulação jornalística de Pedro Candeias). Depois, há a pressão sobre aqueles que não o fazem, catalogados como imprensa "de Lisboa”, imprensa submissa, Coreia do Norte, e assim por diante. Pressão essa, que, diga-se, também já vai dando os seus frutos, até porque a barulheira interessa a todos, num contexto de acelerada quebra de vendas. Os super-dragões fazem o resto, enchendo as redes sociais de estupidez.
É preciso lembrar também que esta campanha vem na sequência da famigerada reunião do Ritz, entre direcções de comunicação de FC Porto e Sporting, o que explica o efeito de amplificação que a mesma tem tido, mesmo que a partir de uma base quase nula. Reunião que era para ter sido secreta, relembre-se.
Mas para os objectivos últimos serem alcançados, há ainda um pormenor importante que necessitam explorar. É que o Benfica é muito grande, e tem força suficiente para resistir a todos estes ataques mórbidos. Ou seja, a única forma de esta campanha ferir mesmo o seu destinatário é tentando desagregá-lo por dentro. É isso que já estão também a tentar fazer.
Entra-se em blogues, sites e fóruns de opinião benfiquistas, e lá se encontram cada vez mais intrometidos, ou o mesmo intrometido com várias identidades, a dizer que “está envergonhado com isto”, que era preciso “demitir” este e aquele, que isto “não é o Benfica que conheceram”, e coisas parecidas. Até já criaram uma conta falsa no twitter.
Ora pode haver benfiquistas que não gostem do estilo do Pedro Guerra, que achem o Paulo Gonçalves antipático, que julguem que o bigode fica mal a Vieira (tudo isso existe num tão grande e democrático clube). Mas não há, seguramente, um só benfiquista, dos verdadeiros, que, acompanhando este caso se deixe iludir por ele, tendo em conta o pouco ou quase nada que tem sido revelado. Portanto, esses comentários são obviamente de infiltrados, numa tentativa de desagregar o clube e os seus adeptos, e fazem parte desta orquestração, idealizada a norte, sedimentada no Ritz, e que vai seguindo por jornais, televisões e internet.
Eles sabem que só desunindo o Benfica isto será verdadeiramente eficaz. É esse o último passo que pretendem dar. Só que isso já não depende deles. Depende de nós.
Está mais do que óbvio que os mails pirateados ao Benfica (que me começa a parecer, em alguns casos, estarem totalmente truncados e retirados do contexto), mesmo partindo do pressuposto de serem verdadeiros, não demonstram nada mais do que os contactos normais que se fazem nos bastidores de qualquer grande organização, clube ou empresa, visando defender os seus interesses. Se não houvesse assuntos privados, tudo seria discutido na praça pública, e era o fim do mundo... Imagine-se virem a público os mails privados das grandes empresas, dos partidos políticos, do governo, da presidência da república, de maridos e mulheres, vizinhos e vizinhas, chefes e empregados. Eu, por mim, gostava de ver os do Sporting, pois do FC Porto já ouvi escutas telefónicas suficientes para perceber como se trabalha por lá.
É também claro que não vai aparecer nada de verdadeiramente grave, talvez pela simples razão de…não existir. Se houvesse, já teria sido mostrado. Por isso, e no esforço de não deixarem morrer o assunto, vão lançar semanalmente, a conta-gotas, mais revelações pífias como estas, amplificadas depois pela comunicação social e pelos acólitos, para tudo parecer aquilo que não é.
Vão tendo lixo suficiente para esconder os seus próprios problemas, e para tentar retirar méritos desportivos ao Benfica. Isso irão tentar fazer sempre, como sempre tentaram no passado (Estoril, Túnel, Lucílio,Vouchers, entre outras mistificações, muitas das quais já nem me recordo).
Duas barreiras vão impedi-los de o conseguir: a Justiça (que terá de se fundamentar na verdade, e não em fogos de artifício), e os benfiquistas (que não se deixarão impressionar pelo folclore).
Podem pois continuar. Nós cá estamos, unidos, para o ataque ao Penta!

20/06/17

ANTES E DEPOIS DA FARINHA AMPARO

E se eu colocar a porta de casa dentro da minha camisola? 
Acho que me poderei tornar guarda-redes de Hóquei, e defender quase tudo, mesmo sem ter de me mexer.
Faça como Girão, guarda-redes do Sporting, e seja, você mesmo, o melhor do mundo.

19/06/17

PESAR

Há momentos em que o futebol não tem importância nenhuma.
Vedeta da Bola com Pedrógão, e com as suas vítimas.

RAINHA DA FRAUDE

Para além do Futebol, de todas as modalidades do Benfica é o Hóquei em Patins a que sigo com maior atenção, e a que mais me apaixona desde os saudosos tempos dos relatos radiofónicos.
É uma modalidade maravilhosa, mas é também uma modalidade frágil, a carecer de cuidados especiais. Praticada em contexto geográfico limitado, não tem, por isso, estatuto olímpico. Sendo tão popular em Portugal, dando-nos tantos títulos internacionais, cabe justamente aos portugueses acarinhá-la, e tentar promovê-la dentro e fora de portas. Até porque faz parte da nossa cultura e da nossa identidade desportiva.
Os principais clubes têm investido muito, têm contratado grandes estrelas mundiais, e, complementando o trabalho dos seus canais televisivos próprios, também uma estação generalista tem transmitido os jogos, ao que parece com boas audiências.
Ora todo este esforço foi deitado para o lixo por um só indivíduo. Paulo Rainha, a quem chamam árbitro, subverteu o campeonato e descredibilizou a modalidade, matando o trabalho de centenas de pessoas, e ferindo a paixão de milhares de adeptos.
Não é fácil calar a revolta. O que se passou em Alverca ficará para a história como um dos mais negros momentos do desporto português.
Caberá aos responsáveis benfiquistas encontrar formas de responder a tão grande insulto à verdade. Seja por mail, por carta ou por telefone, há que lutar para que este tipo de situações não volte a ocorrer, em defesa do próprio Hóquei.
Dentro do rinque, os nossos jogadores foram campeões. E acredito que toda a revolta se transforme em força para conquistar a Taça. Assim os deixem.

18/06/17

NÃO HÁ MAILS NO HÓQUEI?

Acabei de assistir a um verdadeiro assalto. Que tirou um título ao Benfica, e deu ao Porto.
Quero ver se o sr.Marques também tem mails sobre hóquei.
Quem goste de filmes de crime, vá à box, e procure um Sporting -Benfica na TVI.

16/06/17

O PIRATA DO DOURO

Faça-se justiça!
Podem lançar para o ar a palha que quiserem, mas, em toda esta história, apenas um crime é claro, um cibercrime de pirataria informática (ao que se diz, encomendada e muito bem paga).
Haja coragem de o colocar na cadeia.
Os cidadãos portugueses, os clubes portugueses, as empresas portuguesas, as instituições portuguesas, têm de estar protegidas desta bandidagem dos tempos modernos. As autoridades não podem assobiar para o lado. Um destes dias é uma universidade, é um tribunal, é um governo. O crime não pode compensar.
Cadeia com esta gente!

14/06/17

O QUE JÁ ESTÁ, E O QUE AINDA FALTA

TÍTULOS CONQUISTADOS 2016-17 (24)
FUTEBOL: campeonato, taça e supertaça
HÓQUEI: supertaça europeia
BASQUETE: campeonato, taça e taça da liga
FUTSAL: taça e supertaça
ANDEBOL: supertaça
VOLEI: campeonato e supertaça
ATLETISMO: estrada
RAGUEBI: 1ª divisão
HÓQUEI FEMININO: campeonato, taça, supertaça e abertura
FUTSAL FEMININO: taça, supertaça e taça de honra
FUTEBOL FORMAÇÃO: iniciados
MODALIDADES FORMAÇÃO: andebol juniores e futsal juniores

TÍTULOS EM DISPUTA 2016-17 (9)
HÓQUEI: campeonato e taça
ATLETISMO: pista masculino e feminino
BILHAR: campeonato
FUTSAL FEMININO: campeonato
MODALIDADES FORMAÇÃO: hóquei juniores, juvenis e iniciados

JOGOS FIM-DE-SEMANA
HÓQUEI: Sporting-Benfica (se ganhar é campeão)
FUTSAL FEMININO: Sporting-Benfica (se ganhar é campeão)
HÓQUEI FORMAÇÃO (INICIADOS): Benfica-Sporting (depende de terceiros)
BILHAR: Benfica-Leça


PLANTEL 2017-18 (actualização)


190 Milhões em vendas: Ederson (40), N.Semedo (40), Lindelof (35), Samaris (20), Carrillo (20) e Raul (40).
Plantel definitivo: 
J.César, Joel e P.Lopes / A.Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo, P.Pereira, Lisandro, Kalaica e Eliseu / Fejsa, Salvio, Pizzi, Cervi, F.Augusto, Zivkovic, Krovinovic, Rafa e J.Carvalho / Jonas, Mitroglou e Seferovic

A PERGUNTA

O sr. Marques, que é tão hábil a criar narrativas em torno do nada, a pegar em amendoins e fazer deles diamantes, deverá certamente ter e-mails que expliquem porque motivo nenhum dos oito árbitros que insultou e acusou de corrupção voltou a ser nomeado para jogos do FC Porto, após a cirúrgica intervenção dos seus amigos macacos no centro de treinos da Maia.
Onde estará o mail do FC Porto a pedir, e o do CA a aceitar, com os melhores cumprimentos?

MAIS DO MESMO

O teatro continua.
Mais foguetes, e mais gente a apanhar as canas.
A arte de transformar ratos em montanhas está bem viva.
Agora é o não-sei-quantos-Cabral a enviar informações para o Paulo Gonçalves,  e o Adão Mendes a fazer-se influente para poder pedir cunhas para o filho. Além dos dislates de Mário Figueiredo, preocupado com o seu próprio tacho.
Tudo muito bem embalado, e pronto a usar. A comunicação social em festa.
Se não há mais nada, estou esclarecido. E exijo que o Benfica ponha esta gente em tribunal.
Enquanto isso, unidos rumo ao "Penta".

13/06/17

ESTATÍSTICAS, CADA UM TOMA AS QUE QUER

As estatísticas valem o que um homem quiser. E se a algum idiota ocorresse a ideia de elencar uma lista negra de árbitros, certamente poderia ajeitá-la previamente de acordo com os resultados de cada clube nos jogos com esses árbitros, para que um jornal amigo pudesse, depois, publicar as estatísticas correspondentes, e tudo enfim batesse certo.
Errado!
Na verdade, nem todos comem palha.
Por exemplo a mim, que não gosto de palha, também me ocorreu fazer uma estatística. Como não tenho muito tempo, e a minha vida não é isto, resumi-a à última época. O quadro acima compara todos os resultados de Benfica e FC Porto em 2016-17, destacando o árbitro de cada partida. A sombreado estão os nomes da lista do sr.Marques.
O FC Porto só teve 4 partidas apitadas pelos juízes em questão. Ganhou todas!
Já o Benfica teve 9, mas perdeu uma, e empatou outra. Ou seja, perdeu 5 pontos com os árbitros da lista, enquanto os portistas não perderam nenhum.
E isto sem que 4 dos árbitros da lista (os restantes) apitassem qualquer jogo, nem de águias, nem de dragões. 
Se a matemática não me falha, caeteris paribus, sem lista negra, o Benfica teria conquistado o título, não com 6 pontos de vantagem, mas sim... com 11.
Ou não.
Como disse no início, a estatística vale o que um homem  quiser.

NOTA: Num dos jogos em causa, no Funchal, Vasco Santos sonegou duas grandes penalidades ao Benfica,  validou um golo de legalidade muito duvidosa ao Marítimo, para além de compactuar com o constante anti-jogo dos insulares. O Benfica perdeu. Foi a sua primeira derrota da temporada. Justamente com um dos árbitros da lista. Perderia outro jogo, em Setúbal, com outro árbitro, mas igualmente com um penálti escamoteado.
O FC Porto perdeu 26 pontos (!!!) na Liga, nenhum com os padres árbitros acusados de corrupção. E desde a invasão do centro de treinos da Maia, não mais foi designado qualquer deles para as suas missas partidas.

OS BOIS PELOS NOMES

SIC/IMPRESA: Com a entrada de Pedro Guerra para o "Prolongamento", a concorrência ganhou audiências nas noites de segunda-feira. Interessa à SIC descredibilizar Pedro Guerra, e afastá-lo de todos os palcos. Além do proverbial anti-benfiquismo do canal de Carnaxide - fosse eu Rui Vitória, ter-me-ia levantado da cadeira e ido embora com as inqualificáveis perguntas que Paulo Garcia lhe fez na última entrevista à estação -, que já vem dos tempos em que Manuel Vilarinho ganhou as eleições contra o candidato da SIC (para quem não se lembra, chamava-se João Vale e Azevedo). De Paulos Garcias, Ruis Santos e afins, não se espera outra coisa que não um combate constante ao Benfica. Até as meninas participam...
CMTV/COFINA: Sensacionalismo e sangue são os condimentos que movem este canal e o grupo Cofina. É engraçado quando toca aos outros, mas é quando nos toca que percebemos o mau gosto e os perigos do estilo. Um tal João Ferreira (?) é absolutamente insuportável: o retrato perfeito do que o jornalismo não deveria ser. Mas há mais.
Além desse princípio (que é a identidade do canal e do próprio grupo Cofina), pendem umas contas por ajustar com Pedro Guerra - que saiu de lá em litígio.
DN, JN e JOGO/CONTROLINVESTE: Sendo Manuel Tavares o mentor último desta estratégia de ataque ao Benfica, sendo José Manuel Ribeiro a voz do dono, sendo Francisco Marques antigo jornalista do JN e "filho adoptivo" de Tavares, sendo Nuno Saraiva ex sub-director do DN, não se esperaria outra coisa que não a exploração incessante deste assunto por todos esses órgãos de comunicação social. As ligações dos angolanos (detentores do grupo) ao Sporting ficam para investigação do caro leitor. 

É este o panorama mediático que temos. Poderíamos juntar a RTP, e a sua secção desportiva portista. Mas esses andam sempre muito ocupados a viajar em excursão para todos os pontos do mundo onde exista uma competição qualquer, gastando o dinheiro dos portugueses em passeatas desnecessárias. Enfim, isso seria outro tema.


HOJE OU SOPAS

O diretor de comunicação do FC Porto, a partir de uns e-mails completamente inócuos, trocados entre um antigo árbitro e um comentador televisivo, afirmou que existia um esquema de corrupção na arbitragem para favorecer o Benfica. Afirmou também que tinha outras provas em sua posse acerca desse esquema.
O diretor de comunicação do FC Porto tem hoje um palco televisivo no Porto Canal. E, ou mostra provas inequívocas, repito, INEQUÍVOCAS, daquilo que afirmou - e a ser assim as mesmas teriam de ser cuidadosamente analisadas  - ou então este assunto terá de ser dado definitivamente como morto e enterrado.
É o dia do tudo ou nada. Fica o desafio. 
Tudo? ou Nada?
Eu tenho uma aposta...

12/06/17

O ÚNICO CRIME

Os mails que vieram a público mostram duas coisas:
1) Pedro Guerra, à data um mero comentador televisivo, a tentar preparar-se para os seus programas, recolhendo informação sobre árbitros, procurando saber quais deveria defender em público;
2) Um antigo árbitro, do qual ninguém se lembra, a falar-lhe sobre uma mudança estrutural verificada no futebol português, a partir da qual o FC Porto deixara de ser protegido como nos tempos do Apito Dourado, gabando Luís Filipe Vieira pelo feito.
Nem um, nem outro, têm, tinham, ou alguma vez tiveram, qualquer poder no futebol português. Daí tratar-se de uma conversa completamente inócua, entre dois simples adeptos. O resto é fumaça, cuspida pelo director de comunicação do FC Porto, e explorada ao máximo pelo sistema mediático sensacionalista que hoje temos de suportar.
Assim sendo, não se percebem as reacções no seio do Benfica contra Pedro Guerra. O agora diretor de conteúdos da BTV tem o seu estilo, que não é nada meigo para os adversários. Mas trata-se de um enorme benfiquista, incapaz de fazer ou dizer algo que prejudicasse o clube.
A hora é de união, e o que importava descobrir era como o espalhafatoso director de comunicação do FC Porto acede a correio que supostamente seria privado. Já não é a primeira vez que o faz, e esse é o único crime que este caso inequivocamente revela.

UM ADEUS ANUNCIADO

Já em Janeiro a saída estivera iminente. Agora concretizou-se, eu diria, com naturalidade.
35 milhões são o preço justo por um central de enorme categoria, que se afirmou rapidamente na equipa principal do Benfica. E, diga-se, reagiu com o maior profissionalismo quando teve de permanecer na Luz muito provavelmente contra a sua vontade. 
Que tenha sorte na nova casa.
Nélson Semedo será certamente o senhor que se segue. É a lei da vida.
Os encarnados tinham uma equipa Bi-Campeã. Em cima dela caíram Ederson (por lesão de Júlio César), Nelson Semedo (pela traição de Maxi Pereira) e Lindelof (pelas lesões de Luisão e Lisandro), todos de forma mais ou menos fulminante, mais ou menos inesperada. Vão render milhões. A equipa campeã? Essa continua por cá.

CINZENTO, CINZENTO, CINZENTO

É estranho, mas o seleccionador que mais sucesso teve na história da equipa das quinas tem sido também um dos que menos me entusiasma.
No Europeu de França, só nos quartos-de-final comecei verdadeiramente a vibrar (com os resultados, pois as exibições mantiveram-se medíocres). Os jogos de qualificação nem me apetece ver. Eu que era um adepto da Selecção Nacional, e há dez anos atrás sofria por ela quase tanto como pelo Benfica.
Razões? Uma delas seguramente o ambiente crispado que entretanto tomou conta do futebol português, por via da dificuldade dos adversários em aceitarem a supremacia benfiquista, e que dificulta a mudança de chip quando se trata de apoiar uma representação comum. Mas também algumas convocatórias, e escolhas para o onze, muito pouco sedutoras.
Neste jogo, por exemplo, nem queria acreditar quando vi Cedric no lugar de Nélson Semedo. O lateral do Benfica não é melhor que o do Southampton, é MUITO melhor!  Aliás, viu-se quando entrou.
Também me intriga que o melhor jogador do campeonato português nem sequer tenha sido utilizado.

Mas, para não me acusarem de sectarismo clubista, também me custa ver Eder fora de uma convocatória com 24 nomes, num país onde pontas-de-lança é coisa que não abunda.