23/02/17

O DERBY DA CORRUPÇÃO

O jogo entre dois clubes condenados por corrupção desportiva, um do norte de Portugal, outro do norte de Itália, ambos às riscas, só poderia mesmo ser arbitrado por Felix Brych (juiz da final da Liga Europa em Turim).
Balanço final: um golo limpo anulado aos corruptos de Itália.
Tudo bons rapazes...

PS: Quanto ao cartão vermelho, foi claramente mostrado ao contrário. Os jogadores da Juventus que sofreram duas entradas assassinas é que deveriam ser sido expulsos...
Não?? Nas provas internacionais não é assim?? Ah, ok, é só por cá.

22/02/17

BENQUERENÇA NO BESSA!

...não é ele, mas é o sobrinho, e afilhado. O homem que, no ano passado, quase roubou o Campeonato ao Benfica, com uma expulsão de Renato Sanches no Funchal após um lance anedótico de penálti não assinalado (corajoso, o cavalheiro!). É também o homem que, nos jogos que dirigiu do FC Porto esta época, expulsou sempre um jogador adversário. Expulsa, aliás, jogadores com bastante facilidade, excepto... Felipe (que deixou terminar a partida com o Moreirense, no Dragão). É ainda o homem que, em Arouca, não viu um penálti tamanho do estádio (da Luz) sobre Rafa, não mostrou vermelho ao jogador da casa (lá está, nem sempre é tão intolerante, depende das cores), e quase ia sonegando dois pontos aos encarnados.
O Boavista que se cuide. Será como se entrasse a perder. E duvido muito que termine com 11 jogadores.
Sabendo-se que neste jogo o FC Porto estará provavelmente cansado, sabendo-se que a arma do Boavista seria aproveitar esse cansaço com alguma agressividade física, esta nomeação parece - também por isso - ser mais uma habilidade do Conselho de Arbitragem.
Já na passada semana aqui me insurgi contra as nomeações. Infelizmente, tinha razão, e o resultado foi o que se viu. Ou muito me engano ou terei de citar este post novamente.
É oficial: estamos de volta aos anos noventa...

INDIGNAÇÃO!

Apesar do triunfo alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que, no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente, o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro linhas.
Assusta mas, infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e consequentemente nos jogos.

Este Campeonato é muito importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo. Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo diferente é como acreditar no Pai Natal.

17/02/17

RANKING UEFA


15/02/17

TIAGO MARTINS?!? COMO É POSSÍVEL?!?

O árbitro do Moreirense-Benfica, da Taça da Liga, que validou dois golos irregulares à equipa de Inácio. O árbitro que expulsou Rui Vitória. O árbitro que anulou um golo limpo a Mitroglou em Chaves. É este o homem que vai dirigir um dos jogos mais importantes do Benfica na caminhada para o Tetra. Os deuses devem estar loucos. Ou então é o CA.
CA esse que nomeou para o jogo do FC Porto o árbitro que validou... três golos irregulares ao Boavista na Luz.
Poderia dizer-se que, neste estúpido campeonato, Luís Ferreira e Tiago Martins estão empatados 3-3. Veremos no fim-de-semana qual dos dois mostra maior zelo a tentar impedir os objectivos do clube encarnado.
Pobre campeonato! Ricos super-dragões! 

PASSADO E PRESENTE: dois símbolos

1. A chegada de Fernando Chalana à equipa principal do Benfica coincidiu, no tempo, com o meu despertar para o futebol. Ainda muito jovem, já o “pequeno genial” era a estrela que fazia a diferença. Com barbas grandes e um pé esquerdo divinal, trocava os olhos a qualquer defesa. Sempre com um toque de magia, driblava, cruzava e marcava. Todos na escola queríamos ser como ele. Era um ídolo. Era o ídolo.
Para a minha geração – que já não chegou a tempo de Eusébio – Chalana lia-se Benfica. Havia outros (Bento, Humberto, Toni, Shéu, Nené…), mas Chalana era o melhor. Foi ele o “meu” Eusébio.
Na semana passada, Chalana completou mais um aniversário. Para os mais novos, que nunca o viram jogar, é preciso dizer que se tratou de um craque, que facilmente entraria num top-5 dos melhores de sempre do futebol português. Se têm dúvidas, vejam ou revejam o Europeu de 1984.
Devo-lhe muito do meu benfiquismo.

2.Luisão completou esta semana a impressionante soma de quinhentos jogos de águia ao peito. Nessa estatística, só é suplantado por Nené, Veloso e Coluna, figurando à frente de nomes como Eusébio, Simões, Humberto, Shéu e Bento. Anderson Luís da Silva veio para o Benfica em tempos difíceis, quando nada ganhávamos. Quando começávamos a recuperar do período mais negro do nosso historial. Daí para cá fomos crescendo, até atingir o nível gigantesco e ganhador que ostentamos hoje. Luisão foi, dentro do campo, o principal rosto desse processo. Capitão com letra grande, tem o seu lugar assegurado na história do Benfica.


Chalana e Luisão, dois símbolos maiores do Glorioso. Os meus parabéns a ambos!

10/02/17

O ESTADO A QUE CHEGOU O SPORTING (e que os jornais omitem...)

Apesar dos jornais desportivos parecerem mais ou menos domesticados (os meus parabéns ao Saraiva, excelente trabalho!), e pouco falarem do assunto (estão mais preocupados com os jogadores que saíram ou podem sair do Benfica), este é o verdadeiro estado a que chegou o Sporting, num ano em que gastou milhões e mais milhões, sabe-se lá de quem, ou de quando:

FUTEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Terceiro lugar a  dez pontos do primeiro, e a nove pontos do segundo. Afastado do título, e do acesso directo à Liga dos Campeões
TAÇA DE PORTUGAL: Eliminado pelo Chaves nos quartos-de-final
TAÇA DA LIGA: Eliminado pelo Vitória de Setúbal na fase de grupos
SUPERTAÇA: Não se apurou para esta, nem se apura para a próxima
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado na fase de grupos, em último lugar, com cinco derrotas em seis jogos
LIGA EUROPA: Não se apurou, perdendo o acesso em jogo com o Legia de Varsóvia
Em 33 jogos oficiais, perdeu onze, apesar das contratações milionárias (Douglas, André, Spalvis, Castaignos, Markovic, Petrovic, Elias, Meli, Ruiz, etc), e de um treinador cujo salário de nove milhões de euros anuais o coloca entre os mais bem pagos da Europa
EQUIPA B: Está em 20º lugar, abaixo da linha de água, e leva onze jogos consecutivos sem ganhar
CAMADAS JOVENS: Ainda não começaram as fases finais dos campeonatos nacionais de Juniores, Juvenis e Iniciados (nesta última tem o apuramento em risco). Foi o único clube português afastado da Youth League na fase de grupos

HÓQUEI EM PATINS (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Quarto lugar a oito pontos do primeiro, a seis pontos do segundo, e a cinco pontos do terceiro. Afastado do título, após investimento inusitado, sobretudo no mercado espanhol
LIGA EUROPEIA: Afastado na fase de grupos, logo na quarta jornada, depois de três derrotas. Única das quatro equipas portuguesas afastada nesta fase
TAÇA DE PORTUGAL: Vai ao Dragão na primeira-eliminatória
SUPERTAÇA: Não se apurou

ANDEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO:  Segundo lugar a seis pontos do primeiro. Acabou de perder em casa com o FC Porto por 26-27, depois de estar a ganhar 26-19 (!). Fala-se com insistência em problemas de balneário, devido a gritante amplitude salarial, decorrente de contratações milionárias, e muito acima da realidade portuguesa
TAÇA CHALLENGE: Vai participar nos oitavos-de-final da terceira competição europeia da modalidade. ABC está a disputar a Liga dos Campeões, e Benfica está na Taça EHF (primeira e segunda em importância, respectivamente)
TAÇA DE PORTUGAL: Vai jogar com o Benfica nos quartos-de-final
SUPERTAÇA: Não se apurou

FUTSAL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Está no primeiro lugar da fase regular (empatou em casa com o Benfica, e ainda vai à Luz)
UEFA CUP: Apurou-se, em casa, para a final-four, a disputar no Cazaquistão
TAÇA DE PORTUGAL: Passou a primeira eliminatória frente a uma equipa dos escalões secundários
TAÇA DA LIGA: Ainda não começou
SUPERTAÇA: Perdeu com o Benfica (em dois jogos com o rival, não ganhou nenhum)

ATLETISMO (plantel mais caro de sempre)
ESTRADA: Perdeu com o Benfica (apesar da contratação de vários atletas ao rival)
PISTA COBERTA: Ainda não se realizou
CORTA-MATO: Ainda não se realizou
AR LIVRE: Ainda não se realizou

BASQUETEBOL
Não tem (tinha equipa feminina, mas acabou este ano)

VOLEIBOL
Não tem

PAVILHÃO
Estava para ser inaugurado este mês. Parece que vai existir apenas uma pré-inauguração (!?!) simbólica. Espera-se que não haja acidentes, e ninguém fique mal

O próprio leão pode já ter desistido, mas há quem goste muito, mas mesmo muito, de ficar onde está. Como o que a populaça quer é sangue, folclore e voz grossa, e satisfaz-se apenas em fazer cócegas ao Benfica, Bruno de Carvalho vencerá tranquilamente as eleições. Infelizmente, já vi este filme na Luz, com alguém que também gostava muito, mas mesmo muito, de estar onde estava, com populaça, voz grossa, folclore e até algum sangue. Orgulho-me de, então, ter estado convictamente, e na luta, do lado certo da história. Poderão muitos sportinguistas alguma vez dizer o mesmo?

ALERTA AMARELO

Nos próximos cinco dias o Benfica tem dois compromissos de elevado grau de dificuldade, curiosamente ambos diante de conjuntos que vestem de amarelo.
Se no caso do Dortmund é fácil perceber os problemas que a nossa equipa terá de encarar, frente ao Arouca a questão coloca-se sobretudo a outros níveis.
Um Benfica no seu melhor venceria sempre o Arouca. Mas a história diz-nos que as vésperas de jogos internacionais trazem água no bico, e são alçapões onde é preciso muito cuidado para não cair.
Não é fácil abstrair os jogadores da montra profissional que têm de seguida, e concentrá-los numa partida doméstica contra um adversário do meio da tabela – que podem tender a achar se resolverá por si própria.
Nada mais errado. Esse seria o primeiro passo para perder pontos, e perder a liderança do Campeonato. Até porque o Arouca está em crescendo, com sete vitórias nos últimos doze jogos.
Independentemente de todos pretendermos uma boa prestação frente ao Dortmund, importa lembrar que o Benfica já foi duas vezes Campeão Europeu, ainda no ano passado chegou aos Quartos-de-Final da prova, e poderá voltar a fazê-lo em qualquer das próximas temporadas.
Já um Tetra-Campeonato é coisa que nunca, em mais de um século de história, conseguimos alcançar, nem será possível consegui-lo no próximo ano ou nos seguintes.
É essa, pois, a grande prioridade da nossa equipa. E nenhum jogo europeu, por mais belo que seja, por mais apetitoso que pareça, poderá desviá-la do seu foco.
Um Benfica de copo cheio manterá, esta noite, a liderança do Campeonato. Quanto à Champions, o que tiver de acontecer, acontecerá.

08/02/17

OS DEZ PONTOS QUE OS ÁRBITROS TIRARAM AO BENFICA

 2ª JORNADA: Benfica-V.Setúbal, 1-1 (Manuel Oliveira, do Porto)
- Golo irregular do V.Setúbal por duplo fora-de-jogo
-Expulsão perdoada a Vasco Fernandes
-Permissividade ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-0
PONTOS SONEGADOS: 2



12ª JORNADA: Marítimo-Benfica, 2-1 (Vasco Santos, do Porto)
- Penálti não assinalado sobre Nélson Semedo
- Penálti não assinalado sobre Pizzi
-Penálti não assinalado sobre Salvio
-Golo do Marítimo com falta sobre Ederson
-Vários cartões poupados a jogadores do Marítimo
-Permissividade do árbitro ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-4
PONTOS SONEGADOS: 3



17ª JORNADA: Benfica-Boavista, 3-3 (Luís Ferreira, de Braga)
- Penálti por assinalar em lance com Gonçalo Guedes
-Golo irregular do Boavista, antecedido de pisão sobre Rafa
- Golo irregular do Boavista por carga nas costas sobre André Almeida
-Golo irregular do Boavista por fora-de-jogo
RESULTADO REAL: 4-0
PONTOS SONEGADOS: 2




19ª JORNADA: V.Setúbal-Benfica, 1-0 (João Pinheiro, de Braga)
- Expulsão poupada a Nuno Pinto
- Vários cartões amarelos por mostrar
-Penálti por corte com as mãos a remate de Mitroglou
-Penálti por assinalar por falta sobre Carrillo
RESULTADO REAL: 1-2
PONTOS SONEGADOS: 3




TOTAL PONTOS ROUBADOS: 10
"Se outros calam, cantemos nós..."

01/02/17

NÃO SÃO BENFIQUISTAS. SÃO...ESTÚPIDOS!

...ou então teríamos o mundo de pernas para o ar.
Uma equipa tri-campeã, que lidera o Campeonato, que está nas meias-finais da Taça, que está nos oitavos da Champions, ser tratada assim, só pode ser coisa de gente completamente estúpida.
Uma coisa é sofrer com as derrotas, outra é  este tipo de comportamento perante aqueles que tanto têm trabalhado por vitórias.
É fácil juntar dez ou vinte idiotas, e fazer este espectáculo. Quem o terá promovido? Fica a dúvida.

OLHAR PARA A FRENTE

1.Neste Campeonato, o Benfica perdeu pontos em cinco jogos. Em quatro deles foi claramente prejudicado pela arbitragem.
Deixemos de parte a ainda precoce segunda jornada. Todas as outras,  Marítimo,  Boavista e V.Setúbal – podíamos acrescentar também a eliminação da Taça da Liga -,  ocorreram na sequência de uma inusitada gritaria lançada pelos rivais, à qual respondemos com silêncio. Silêncio facilmente confundido com cumplicidade. Em linguagem popular: deixámos enfiar a carapuça.
Pode entender-se, e até louvar-se, a bondade da estratégia,  mas está claro, neste momento,  que se tratou de um erro.
Que nos sirva de lição.
Jamais nos poderemos deixar colar aos árbitros (ou às instâncias de arbitragem),  pela simples razão de que eles também não podem,  nem querem, colar-se a nós. Nem nós queremos que o façam.
O que temos é de garantir que a pressão de outros quadrantes não surta efeitos, e não condicione comportamentos. Não podemos permitir que o embuste e a mentira vinguem.
Grande parte das decisões dos árbitros são tomadas instintivamente. Ouvindo barulho só de um lado, é humano que se defendam. Daí, na dúvida, não irão marcar penáltis aos 95 minutos,  sabendo que contam com o silêncio dos eventuais lesados.

2. Pode argumentar-se que as últimas exibições não estiveram ao nível a que nos temos habituado. Mas quem, em Portugal, tem jogado melhor futebol do que o Benfica?
Estamos na frente. As horas difíceis são para os verdadeiros Adeptos. Aqueles que choram. Aqueles que sentem cada derrota como uma facada na alma. É desses que a equipa precisa agora. É esse o nosso desafio.

24/01/17

CONCENTRAÇÃO E UNIÃO

O folclore mediático a que temos assistido no outro lado da Segunda Circular, serve para nos divertirmos, mas não pode desviar-nos daquilo que é essencial.
Importa lembrar que o Benfica não tem dez pontos de avanço. Tem apenas quatro, sobre um adversário que parece estar em crescendo, tanto em futebol jogado, como em ajudas dos árbitros – os últimos jogos têm evidenciado, quer uma, quer outra coisa.
O Campeonato é muito longo. Faltam 16 jornadas, que serão 16 difíceis finais.
Temos dirigentes, estrutura, treinador, jogadores, sócios, adeptos e confiança mais do que suficientes para alcançar os nossos objectivos. Mas só com absoluta concentração lá chegaremos. Qualquer deslize pode ser fatal. Basta lembrar 2013, para se perceber o pouco que valem quatro pontos. Na altura, faltavam apenas três jogos…
É tentador olhar para o lado, e ver um circo de espalhafato, incompetência, irresponsabilidade, gritaria, vazio e fracasso, da parte de quem tanto fez para nos abater. Quase sabe a justiça divina. Têm o que merecem, e julgo que a vida lhes irá correr ainda pior nos próximos tempos.
Devemos, porém, olhar por nós, e para nós. E olhar para a frente, não para os lados.
Nesta caminhada rumo ao “Tetra”, além do FC Porto, o triunfalismo pode ser o mais perigoso adversário do Benfica. Se o deixarmos entrar, estaremos a permitir que o rival nortenho se aproxime com ele.
Não nos inebriemos, pois, com os males de quem ficou lá para trás. Esqueçamo-los. Ignoremo-los. Estão onde, afinal de contas, sempre nos temos habituado a vê-los.
A nossa luta é outra, e vai ser muito dura. Ninguém duvide disso.

20/01/17

CONSELHO A JESUS

Em nome do pouco, ou quase nada, que resta de gratidão pela sua participação, enquanto funcionário do clube, na conquista de títulos do Benfica entre 2009 e 2015, permita-me que lhe dê um avisado conselho: 
Doravante, tenha cuidado com os nós da gravata, com o uso dos guardanapos e talheres em Alcochete, pois neste momento, qualquer pastilha elástica deixada ao abandono pode significar despedimento por justa causa, o que implicaria apenas vir a receber os vários milhões (do seu...leonino contrato) daqui a vários calendários.

19/01/17

MATADOR


9 golos em 8 jogos, sendo que em alguns deles apenas jogou parcialmente.
É o regresso do Diabo Vermelho!

NOTA: Talvez o regresso de Jonas (5 golos em 4 jogos) não seja alheio a estes números.

18/01/17

...SÃO OS ÁRBITROS

Contratações de Bruno Carvalho (2013-2016):

ALAN RUIZ
ANDRÉ
AQUILANI
BARCOS
BRUNO PAULISTA
CAMPBELL
CASTAIGNOS
CISSE
DOUGLAS
DRAMÉ
ELIAS
EWERTON
GAULD
HELDON
JOÃO PEREIRA
JONATHAN
JUG
MAGRÃO
MARKOVIC
MELI
NALDO
PETROVIC
PIRIS
RABIA
ROSELL
SACKO
SARR
SHIKABALA
SLAVCHEV
SPALVIS
TANAKA
VÍTOR
WELDINHO
ZEEGELAAR

CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES - uma ideia

Para concretizar aquilo de que falei no artigo anterior, segue uma proposta de calendário de competições futebolísticas, considerando a temporada 2017-18.
Este exercício demonstra como seria viável um campeonato nacional com 8 equipas a 4 voltas (dois jogos ao sábado, e dois ao domingo, sempre às 16.00 e às 19.00), uma taça de Portugal com os grandes a entrarem desde o início, sempre a uma volta e com sorteio puro, e as competições de selecções no mês de Julho (com uma única convocatória, e muito mais tempo de preparação conjunta). 
O mercado estaria aberto apenas em Junho e Julho. E os meses de Dezembro e Janeiro eram dedicados às taças. 
Era isto que eu um dia gostaria de ver. 
Clique para aumentar

16/01/17

O CRIME COMPENSA?

É provável que três golos irregulares, em pouco mais de dez minutos, constituam recorde na história da arbitragem.
Errar é próprio do homem. Eu acrescentaria que ceder, quando se é avassaladoramente pressionado, ameaçado e intimidado, também faz parte do incontável conjunto das fraquezas humanas. Temia-se, por isso, que a gritaria dos últimos tempos tivesse consequências. Ei-las: em duas jornadas, dois pontos oferecidos ao Sporting, um ponto regalado ao FC Porto, dois pontos subtraídos ao Benfica. Era isto, e não tanto a Taça da Liga, que eles queriam.
Mas o que mais me agastou no sábado passado foi voltar a ver uma equipa a tentar jogar, e a outra a… não deixar que se jogasse.
Não falo de tácticas. Aceito um 10-0-0 como a mesma legitimidade de um qualquer 4-3-3. É futebol, e até nem foi o caso do Boavista durante a primeira parte.
Falo, sim, de uma chico-espertice saloia - tão tipicamente lusitana -, que no nosso campeonato se traduz em constantes simulações, quebras de ritmo, provocações a adversários e ao público, teatralidade nas substituições, comum à maioria das equipas que nos visitam, e que conta sempre com a complacência dos juízes.

O lugar desta gente era, obviamente, na segunda divisão. Mas o corporativismo dos agentes futebolísticos do país impede aquilo que, a meu ver, resolveria o problema: uma Liga com oito clubes, que agregasse os melhores jogadores, treinadores e árbitros, bem como, redobradas audiências e patrocínios. Muitos ficariam sem emprego, mas nós adeptos, que directa ou indirectamente lhes pagamos a todos, ficávamos com espectáculos de maior dignidade.

10/01/17

ATÉ À MORTE!



Bandeiras bailam com o vento,
Em longas bancadas sem fim.
Cúmplice, a relva chama o olhar.
E recebe os soldados no momento,
De uma guerra sem mártires que assim,
Em vez de fazer morrer faz amar.

As faces enchem-se de ansiedade.
As almas, de uma fé contagiante.
As vozes condensam num só grito,
Os ecos de uma indómita vontade,
E de um delírio deveras contrastante,
Com quem nos roga conflito.

Um tórrido calor no coração.
Nas mãos, a humidade agreste.
Mais do que a vida, mais do que a morte.
Tal a força desta paixão,
Ou da glória que a angústia veste.
Rasga-se o fado, e reza-se a sorte.

Começa o jogo. Há um apito.
Não. Não é jogo, que isto é dança!
Cor de sangue, cor de luta, cor de gente,
Guiado por uma sede de infinito,
Sobre o tapete verde da esperança,
Um vermelho vivo e ardente.

E quando a rede balança, rendida,
Quando o povo perde a lucidez,
Será golo, será poema, será mito?
Abraça-se a família reunida,
Querendo repetir mais uma vez,
O sabor deste prato favorito.

Hora e meia voa, terminada.
Após louca e cega comoção,
Foi-se o sofrimento que flagela.
E com orgulho na grandeza legada,
Devolvidos ao mundo da razão.
Ganhámos! A vida é bela.

Ninguém tolhe este sentimento vespertino.
Este lacrimejar doce e brilhante,
Que não deixa contentar-nos de contentes,
Que nos prende por escolha a um destino,
Forte, firme, nobre e vibrante.
O de servirmos a ti, que sempre vences.

Sem ostentação fútil de vaidade,
Depois de ter a lua, somos gente.
Gente bem mais densa e bem mais forte.
Voltaremos, muitas vezes, na verdade,
A amar-te assim perdidamente,
Sempre, e sempre, e sempre, até à morte.     

LF                                             

09/01/17

GRITEM MAIS ALTO!

A história repete-se. Benfica na frente do Campeonato é sinónimo de desespero, e consequente espernear dos rivais. Os pretextos variam: foi o Estoril, o Túnel, o Colinho, os Vauchers, quase sempre as arbitragens.
Os objectivos são claros: iludir fracassos próprios, subtrair méritos alheios, e condicionar os juízes para o que se segue. Se o Benfica conquistar o Tetra, como esperamos, no dia seguinte calam-se todos, como também tem sido hábito.
Os vizinhos da 2ª circular, por exemplo, mesmo com dois penáltis perdoados a Coates nas últimas duas partidas, não deixam de fazer barulho. Além de uma proverbial azia, têm eleições para breve. Que se enganem entre eles, pois a nós, não só não enganam nem comovem, como reforçam a união e a motivação rumo ao grande desígnio da temporada. E, francamente, cá de cima, já há dificuldade em ouvi-los. Terão, talvez, de gritar mais alto…
O que temo é que os próprios árbitros não tenham coragem para resistir a tamanha pressão. É um desafio que se lhes coloca, e ao qual estaremos atentos.
Há que manter vigilância também sobre outras questões, tais como quem empresta jogadores a quem, quem treina quem, ou quem estabelece parcerias com quem, em face de alguns jogos do Campeonato e da Taça a ocorrer no próximo mês e meio.
Na época passada assistimos a algumas situações esquisitas (Sporting-U.Madeira, Benfica-V.Guimarães, etc). Sabemos que, neste momento, nos confrontamos com gente sem escrúpulos, capaz de tudo, e que quer, à força, ganhar fora do campo o que há muito não consegue dentro dele.

O Benfica está destacado no 1º lugar, mas não está a dormir. 

A GRITARIA JÁ RENDE

Parece que a gritaria já está a render :
Em Paços penalti perdoado ao FCPorto.
Em Alvalade golo fora de jogo e mais um penalti de Coates não assinalado.

06/01/17

UM DESAFIO À CORAGEM DOS ÁRBITROS

Não tenho dúvidas de que os violentíssimos ataques, esses sim orquestrados, das duas facções do segundo maior clube de Portugal, o Anti-Benfica, apenas vão reforçar a união e a força do maior clube de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica.
O que já não tenho certeza é de que os árbitros tenham a coragem e a força mental (nalguns casos, até a vontade) necessárias para resistirem a tamanha pressão.
A próxima jornada é pois um desafio à coragem dos árbitros. À coragem de não se deixarem perturbar por quem tão violentamente os pressiona, os ataca, os ameaça, e os intimida.
Que sejam Homens! 

05/01/17

...E O PENÁLTI SOBRE ZIVKOVIC?

Não é por se gritar muito que se passa a ter razão.
A barulheira que se ouviu nesta jornada da Taça da Liga assume contornos surrealistas, e não pode ficar sem resposta. O silêncio seria cúmplice. 
Percebe-se o objectivo: condicionar as próximas arbitragens do Campeonato, nomeadamente a do V.Guimarães-Benfica.
Mas os factos são o que são. Vamos por partes:

BENFICA-VIZELA
Ficou um penálti claro por marcar, na primeira parte, numa falta sobre Zivkovic que o árbitro transformou em livre fora da área.
Os encarnados meteram quatro golos. Ninguém se queixou.

MOREIRENSE-FC PORTO
Lances de possível penálti como o de André André e Pedro Rebocho existem às dezenas, em todos os estádios europeus, e raramente são marcados. Houve um igual no Marítimo-Benfica, sobre Salvio, de que pouco se falou. Por acaso, no FC Porto-SC Braga, foi assinalado um sobre André Silva, em lance semelhante (que também deixou muitas dúvidas). 
São decisões extremamente difíceis de tomar para um árbitro no campo, por vezes longe, por vezes coberto, e levantam incerteza mesmo depois de várias repetições televisivas. Podia ser, podia não ser. Está longe de se tratar de um erro grosseiro, e nem sei mesmo se terá sido um erro. Concedo.
A expulsão de Danilo compreende-se perfeitamente, e só por má fé se poderá ridicularizar algo que, numa análise mais serena, se torna óbvio. Em primeiro lugar, o cartão foi amarelo (só resulta em expulsão porque o jogador já tinha visto outro). Em segundo lugar, o encosto começa efectivamente no movimento do árbitro, mas a forma como o médio portista reage ao mesmo tem muito pouco de inocente. Não se ouvem as palavras, mas percebe-se que elas existem, e o gesto também é claro (um "chega para lá" ostensivo, muito pouco desportivo, e nada respeitador), agravado pela reacção após a exibição do cartão. Recordemos que, nesse mesmo instante, toda a equipa portista estava a reclamar um atraso ao guarda-redes adversário (reclamação, também ela, sem fundamento, mas que ajuda a perceber o contexto do caso).
O FC Porto ficou em último lugar do grupo, e só marcou um golo em três jogos (dois deles em casa). Terá sido por causa das arbitragens que não se apurou?

V.SETÚBAL-SPORTING
Ninguém fala do penálti por assinalar aos 71 minutos, cometido por Coates na área sportinguista (conforme documenta a imagem acima). Porquê? Não sei.
Quanto ao último lance da partida, também ele é muito difícil de analisar em campo. Em tempo real não parece, de facto, haver falta. Mas pelas repetições televisivas nota-se um duplo contacto (perna direita e braço nas costas). Edinho aproveitou para forçar a queda? Claro. Quem não o faria?
Seja como for, o contacto existe, e aceita-se perfeitamente a decisão do árbitro.
Custa perder aos 92 minutos? Os benfiquistas que o digam.
Mas com avançados como Castaignos e André Felipe fica-se à mercê de qualquer circunstância de jogo menos favorável.
A Jorge Jesus interessa desresponsabilizar-se por mais um fracasso (o segundo nesta temporada, o oitavo desde que está em Alvalade: campeonato, taça, taça da liga, champions e liga europa em 2015-16, mais champions, liga europa e taça da liga em 2016-17), e manter a aura que lhe permite auferir vários milhões de euros todos os anos. Percebo-o.
A Bruno Carvalho interessa desviar atenções, e unir as tropas face a um inimigo imaginado, em ambiente pré-eleitoral. Também o entendo bem.
O universo sportinguista já nos habituou a este tipo de encenações, exorbitando situações de possível prejuízo, e ignorando as de possível benefício. Pela mesma bitola, todos os clubes, da Liga dos Campeões aos Distritais, teriam vastos motivos para se sentir perseguidos, pois os erros acontecem sempre, e fazem parte do futebol. Se apenas contabilizarmos o que nos interessa...
Ainda assim, confesso que ver Beto a reclamar de arbitragens e de penáltis me provoca algumas náuseas.
E temo é que toda esta gritaria venha a ter as consequências que pretendem aqueles que a promovem.

03/01/17

TODOS PELO TETRA

Tetra. Tetra. Tetra. Tetra!
Diga-se quatro vezes, ou as que forem necessárias, para que fique bem vincada a mãe de todas as prioridades do Benfica no ano que agora se inicia.
É verdade: queremos também outras coisas.
Queremos voltar ao Jamor, e erguer a Taça de Portugal. Queremos mais uma Taça da Liga. Queremos, depois, a Supertaça.
Queremos, se possível, repetir a brilhante participação da última Champions, ou inclusive (quem sabe?) melhorá-la.
Queremos, pelo menos, três Campeonatos nacionais nas cinco modalidades de pavilhão. E mais alguns troféus para acrescentar. Queremos, até, uma final europeia numa delas (Hóquei? Voleibol?), ou mesmo um título.
Queremos ver o Passivo reduzido - um dos desígnios da reconduzida Direcção, e uma necessidade face aos tempos que se avizinham.
Queremos potenciar ainda mais os frutos que a árvore do Seixal vai brotando. Queremos valorizar o nosso plantel, e aproveitar as boas oportunidades de mercado, mantendo a elevadíssima qualidade da equipa.
Queremos encher o Estádio a cada jornada, e queremos que mais sócios se juntem a esta grande família.
Tudo isto é muito. Mas tudo isto será pouco se, em Maio, não estivermos no Marquês. Até porque, se não formos nós a festejar, outros o irão fazer.
Será então, nessa noite de Primavera, que se avaliará, em larga medida, o 2017 do nosso Clube. E até lá, é em 19 jogos, 1710 minutos de futebol, e muitas horas de treino, que se define tudo.
Tetra. Repetimos uma vez mais. Repetiremos sempre. Todos os dias. Todas as horas. Todos os momentos. Até lá chegarmos.

É de História que se trata. E vamos certamente escrevê-la.

MAIS VERDE OU MAIS VERMELHO

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Eis o pecúlio de cada um dos presidentes do SCP neste milénio.
Nem tudo o que parece, é. E aquilo que Bruno Carvalho trouxe para o Sporting foi essencialmente gritaria e propaganda, além de campeonatos para o...Benfica. À luz dos factos, o resto é um mito.
Repare-se no palmarés de Dias da Cunha (o último campeão), ou mesmo de Soares Franco (que nunca ficou abaixo do 2º lugar, com muito menos meios, ganhando duas taças e duas supertaças). É verdade que 2012-13 foi uma época catastrófica. Mas...
Enfim. Enquanto benfiquista, por mim está bem assim.
Enquanto adepto do futebol, e de um desporto limpo desta conflitualidade permanente, gostaria de ver do outro lado alguém cuja voz se notasse mais dentro das quatro linhas, e menos nos jornais e nos facebooks - mesmo correndo o risco de ver o Benfica ganhar menos vezes.

20/12/16

UM ANO EM CHEIO

Não há como começar qualquer balanço do ano de 2016 sem lembrar, desde logo, o tão inesperado quanto saboroso triunfo português no Europeu. É justo fazê-lo também aqui. Foi um momento histórico para Portugal e para os portugueses. Tivemos o privilégio de o viver, com a consciência de que dificilmente se repetirá nas nossas gerações.
Dito isto, permitam-me confessar que, para mim, o grande dia do ano aconteceu algumas semanas antes, quando, a 15 de Maio, festejámos o Tri-Campeonato na Luz.
A distância temporal ainda não o permite garantir com clareza, mas arriscaria afirmar que se terá tratado da maior alegria desportiva da minha vida.
Um campeonato é um campeonato. Porém, aquele foi especial. Quer pelas circunstâncias que o rodearam dentro e fora do campo, quer pela enorme empatia criada entre dirigentes, treinador, jogadores e adeptos na inesquecível caminhada rumo à glória. Talvez o Futebol nunca me tenha levado a tão altos índices de ansiedade como em algumas partidas das derradeiras jornadas. Valeu a pena!
Gostaria de juntar aqui as outras modalidades. À cabeça, a Liga Europeia de Hóquei, por desígnios do destino conquistada na mesmíssima tarde do “Tri” futebolístico. Estive lá, cumprindo o sonho de ver, ao vivo, o Benfica Campeão Europeu de uma modalidade que nos é tão querida.
De salientar, igualmente, a Medalha de Bronze da nossa Telma no Rio de Janeiro. E recordar que não andámos longe de triunfos internacionais em Andebol, Voleibol e Futsal, tendo chegado às finais de todos os play-offs domésticos.

Por tudo isto, 2016 ficará nas nossas memórias. Que venha outro parecido.

VIDEO JOGOS

Se a aplicação de vídeo-tecnologias no Mundial de Clubes era um teste para aferir a eficácia das mesmas, há que dizer que tal redundou num absoluto fracasso.
Poderia destacar dois momentos: um árbitro parar o jogo e correr para a linha lateral para confirmar um lance nos ecrãs, e um golo festejado, depois retido na dúvida, e finalmente re-festejado como válido. Eis duas situações caricatas, que mostram, enfim, aquilo que, quem pensasse um pouco no assunto, já há muito tempo havia concluído: esta ideia corta ritmo ao Futebol, retirando-lhe espontaneidade e beleza, dando-lhe pouca coisa em troca.
Há quem argumente com a redução do erro. Há quem apresente exemplos de modalidades como o Râguebi, o Basquetebol ou o Ténis.
Pois quando assisto a uma partida de uma liga estrangeira, a última coisa com que me preocupo é com a arbitragem. Pelo contrário, o que pretendo - e pago para ver - é um espectáculo corrido, sem paragens, nem cortes.
Já nas modalidades referidas, as pausas fazem parte da respectiva identidade. Não é comparável a fluência de um jogo de Futebol a um de Râguebi (com tanto tempo parado como a jogar-se), a um de Basquetebol (com mais tempo parado do que a jogar-se, também por via dos estupidamente excessivos tempos técnicos), ou a um de Ténis (disputado lance a lance). Talvez por isso o Futebol seja mais popular do que qualquer dessas modalidades.

Já chegam as faltas, as substituições e o intervalo. Por mim, enquanto adepto, dispenso mais pausas. Até porque, como se viu na própria final da competição mencionada, nada disto porá fim ao erro, ou às discussões em torno dele.

13/12/16

PENÁLTIS...OU TALVEZ NÃO?

Repare-se que o tão aclamado e insuspeito painel d'"O Jogo" é unânime: não há penálti nenhum!
Já agora, deixo a minha opinião: algumas dúvidas no lance com Pizzi (aceitaria qualquer decisão, sendo um lance extremamente difícil de analisar, mesmo depois de 15 repetições televisivas), e nenhuma dúvida de que não há penálti do Nélson Semedo (ombro na bola, e braço puxado atrás precisamente para evitar a falta).

Balanço: meio penálti, digamos assim. 
Nada comparado com os três penáltis subtraídos ao Benfica nos três dérbis perdidos da época transacta (rasteira de Carrillo a Gaitán na Supertaça, agarrão de camisola de Ruiz a Luisão, na Luz, para o Campeonato, ainda com 0-0, e abalroamento de Luisão nos últimos segundos do prolongamento na Taça). Tudo com muito menos barulho à mistura.

RUI PATRÍCIO 12º DO MUNDO ? Toda a verdade

Quem tenha ouvido ou lido a notícia, poderá ser levado a pensar que um vasto lote de especialistas colocou o guarda-redes do Sporting no top-12 do futebol mundial - porventura em virtude da sua excelente exibição na final do Europeu.
Não! O facto deve-se exclusivamente a um anónimo cidadão cabo-verdiano chamado André Amaral.
Perceba-se porquê:
A votação "desta" Bola de Ouro não foi feita por treinadores ou capitães das selecções nacionais (como acontecia nos últimos anos, e como acontecerá com o prémio Jogador do Ano da FIFA, agora a atribuir em separado, no próximo mês de Janeiro). Aqui a votação foi feita por jornalistas, um por cada um dos 173 países convidados, que tinha a missão de escolher três nomes, valendo à primeira escolha 5 pontos, a segunda 3 pontos, e a terceira 1 ponto. Da soma de todos os votos, resulta a classificação final.
No geral, os votados não foram assim tantos (Ronaldo, Messi, Neymar, Suarez, Bale, Griezmann e mais alguns nomes esperados, e outros... nem por isso).

Onde entra então Rui Patrício?
Entra com 6 pontos, decorrentes de um terceiro e um primeiro lugar nas escolhas de 2 dos 173 votantes - o que lhe permitiu, numa tão restrita lista de votados, aparecer na classificação final numa inusitada 12ª posição.
Admita-se que um desses pontos tenha sido oferecido com alguma boa vontade, por parte de um sportinguista de Macau, chamado Pedro André Santos ("Tribuna de Macau"), que lhe atribuiu o 3º lugar atrás de Ronaldo e Griezmann (talvez até para ajudar a impedir Messi de discutir a vitória). Ok, tudo bem. Não choca, nem ofende a verdade.
Mais estranhos são os restantes 5 pontos. Os mesmos resultam de um comovente 1º lugar (!!!!) atribuído pelo representante de Cabo Verde (outro país de língua portuguesa).
Trata-se do Sr. André Amaral (do jornal "Expresso das Ilhas") - que, curiosamente, não colocou nem Cristiano Ronaldo, nem Messi, nem Griezmann, entre os três melhores. Álcool no sangue? Brincadeira com amigos? Uma aposta? Sportinguismo? Só ele saberá.

Ver também

Tal pode confirmar-se através da infografia abaixo, retirada do jornal "Record". Basta clicar para aumentar, e ver todos os votos de todos os votantes:

O próprio "France Football" (organizador do prémio), considera esta opção como uma das mais surpreendentes. E noutra publicação francesa, a mesma figura num artigo que fala dos votos exóticos (houve também um adepto da Juventus, de San Marino, que escolheu Buffon (!!) para melhor do ano).
A quem perceba um pouco de francês, aqui ficam algumas citações.
Para quem não perceba, eu traduzo, "isto é um embuste":

FRANCE FOOTBALL:  "En club, son année n'a pas été aussi réussie. Avec le Sporting Portugal, Rui Patricio n'a rien gagné. En Championnat, son club a échoué à la deuxième place du classement. En Ligue des champions, l'équipe portugaise a été éliminée dès la phase éliminatoire de la C1"

SPORTS: "Un gardien à l’honneur également pour le journaliste de Cap-Vert qui a fait encore plus exotique en nommant Rui Patricio devant Paul Pogba et Bale"
Acrescentando muito justamente que..."pas de quoi remettre en cause le quatrième sacre de CR7"

EUROSPORT "C'est la grosse surprise de ce début de classement. Gardien titulaire du Portugal, Rui Patricio fait une entrée fracassante dans le classement en terminant directement 12e"

O desafio que fica ao leitor é o de encontrar mais comentários a estas escolhas, noutras publicações internacionais. Eu não tive tempo para procurar muito.

NOTA FINAL: Também eu estou grato a Rui Patrício pelo que fez no Europeu, e entendo que é, indiscutivelmente, o melhor guarda-redes português da actualidade. Acho-o também um profissional respeitável, correctíssimo, e que sabe honrar a camisola da Selecção Nacional.
Tenho, porém, muitas dúvidas de que seja, sequer, um dos três melhores guarda-redes do campeonato português (onde estão, recorde-se, Ederson, Júlio César e Casillas). E tenho absoluta certeza que não está, nem alguma vez estará, entre os 50 melhores jogadores de futebol do mundo, nem em 2016, nem em qualquer outro ano passado ou futuro.
Em todo o caso, acho que uma camisola autografada era o mínimo que Patrício poderia enviar ao seu amigo cabo-verdiano. Fica a sugestão.
E já agora aproveitaria também para deixar os parabéns a Cristiano Ronaldo. Esse sim, colocado no lugar que lhe compete.


SPORTING: Uma história europeia de "sucesso" 1955-2017

São estas, e apenas estas, as eliminatórias (ou pré-eliminatórias) ultrapassadas pelos "leões" em toda a história da Taça / Liga dos Campeões Europeus, desde 1955 até 2017.
Nas restantes participações, foi sempre sumariamente afastado, ou nas pré-eliminatórias, ou na primeira ronda, ou na logo fase de grupos (quando para aí entrou directamente). Só em 1982-83 ultrapassou mais do que uma eliminatória (com dois empates frente a uma equipa búlgara).
De notar que, em 2008-09, após a única passagem na fase de grupos, o desfecho foram duas copiosas derrotas frente ao Bayern de Munique por 0-5 e 1-7.
Deixo ao leitor a tarefa de encontrar outros clubes que, no velho continente, possam evidenciar semelhante palmarés. Não vale a pena procurar entre os principais emblemas.

12/12/16

NA RAÇA !

Há várias formas de analisar um jogo de futebol.
Podemos fazê-lo à luz das estatísticas (sempre relativas, e condicionadas ao evoluir do resultado), pela eficácia, ou quanto à garra demonstrada pelas equipas.
Aquilo que verdadeiramente importa são os golos. Mas quando vejo o Benfica jogar com a atitude competitiva que demonstrou no “dérbi”, com a concentração e combatividade que colocou em cada lance, com aquele espírito de luta que define os campeões, fico com a certeza de que dificilmente alguém nos conseguirá bater.
A vitória começou, pois, a desenhar-se na coragem e bravura dos nossos homens, que correram mais, lutaram mais, e foram mais fortes nos duelos físicos, durante a maior parte do tempo.
Em desvantagem, cabia ao adversário assumir as despesas ofensivas da partida. Muito mal estaria o nosso rival se, a perder por 2-0, não mostrasse qualquer reacção. Mostrou-a, e aí soubemos agarrar com unhas e dentes os preciosos pontos, contando com o acerto da linha defensiva, e com a qualidade de Ederson, sem nunca perder de vista o contra-ataque.
As habituais desculpas de mau perdedor apenas procuram desviar a atenção dos dois desaires consecutivos (externo e interno), daquele que é o mais bem pago treinador da história do futebol português.
Se quiserem falar de arbitragem, que falem dos cartões perdoados a jogadores do Sporting: são os únicos casos em que as opiniões dos especialistas não se dividem, e foram também os únicos bem visíveis em todo o estádio.

Como visíveis foram as inqualificáveis provocações do presidente de um clube que merecia alguém com outro nível a dirigi-lo.

06/12/16

HAJA VERGONHA

Houvera necessidade de explicar o motivo de um país campeão da Europa, com o melhor jogador do mundo, e alguns dos melhores treinadores da actualidade, ter uma liga tão fraca e pouco apelativa, e o último Marítimo-Benfica seria um óptimo exemplo. 
Embora com um historial respeitável, esta equipa madeirense mostrou não ter lugar naquilo que seria um campeonato conforme as exigências acima mencionadas. Na primeira parte praticou wrestling. Na segunda, teatro. Futebol? Nada. Sobrou uma chico-espertice saloia, também ela tão tipicamente lusitana - a fazer lembrar um certo Benfica-V.Guimarães da temporada passada, que tanta celeuma levantou na altura. Enquanto adepto, senti-me gozado.
A arbitragem foi um desastre, contribuindo para a encenação grotesca a que assistimos. Durante a maior parte do tempo, aos da casa valia tudo menos tirar olhos. Na ponta final, quando o Benfica precisava de cada segundo para tentar o golo, e com um critério diametralmente oposto, o juiz interrompia o jogo por coisa nenhuma, cortando-lhe o ritmo, e alimentando toda a espécie de simulações. Os seis minutos de desconto foram risíveis, dado o que se passara até então. Não queria chamar-lhe habilidade, mas...
Não é possível pretender um campeonato competitivo e compactuar com este tipo de treinadores, jogadores e árbitros, que não têm nível para o futebol de topo. Os primeiros, pela atitude tacanha de quem promove o anti-jogo como lema (e não falo de sistemas tácticos defensivos, esses absolutamente legítimos). Os últimos, pela incompetência (vamos dizer assim) na gestão do espectáculo.
Pobre desporto.

30/11/16

MOMENTO CHAVE

Júlio César, André Almeida, Jardel, Samaris, Carrillo, Rafa e Mitroglou. A espinha dorsal de um onze de topo? Não, o sumptuoso banco de suplentes do Benfica na última jornada, mesmo com os lesionados Grimaldo, Horta e Jonas (todos eles, também, possíveis titulares) fora do leque de opções.
Por este banco, e por estes nomes, percebe-se a qualidade que existe, hoje, no nosso plantel. Dispomos, de facto, de uma equipa de luxo, e só assim tem sido possível resistir aos azares que têm atirado para o departamento médico vários jogadores nucleares, mantendo um nível competitivo muito elevado, e uma pontuação a condizer.
Diga-se, igualmente, que só uma grande equipa pratica um futebol do nível daquele que pudemos ver, durante mais de uma hora, em Istambul, na passada semana. O resultado foi amargo, e foi-o precisamente por não fazer justiça a uma exibição de gala que, aos 80 minutos, se aprestava para entrar na história europeia do Benfica das últimas décadas, ao lado de célebres recitais, que todos recordamos, no Olímpico de Roma em 1983, em Highbury Park em 1991, em Leverkusen em 1994, ou em Anfield Road em 2006.
O que passou, passou. E as próximas partidas requerem essa melhor roupagem. Terça-feira ficará decidido o futuro na Champions, enquanto Funchal e Sporting, podem dizer muito acerca da caminhada para o “Tetra” – cuja prioridade se sobrepõe a todas as outras.
Três grandes jogos em apenas 10 dias, constituem um tríptico de respeito, que é também um desafio à resistência física e mental dos atletas.
Estamos com eles, confiamos neles e em quem os dirige.

Comecemos então pelo Marítimo.

NOTA: Este texto foi remetido ao Jornal O Benfica antes de conhecer a tragédia da Chapecoense. Já não houve tempo de lhe fazer qualquer referência. Porém, a minha consternação é enorme, como será a de todos aqueles que amam o desporto, e o futebol em particular. Não podia deixar de aproveitar este meio para a expressar.